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Importando material do exterior


23 respostas neste tópico

#1 Daniel Kacelnik

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Postado 07 julho 2006 - 18:06

Se você está pensando em importar alguma coisa de uma loja de música - partitura, cd ou seja lá o que for - leia este tópico antes.


Sempre que alguém pensa em comprar algo de fora, surge a dúvida sobre impostos, quanto paga, o que acontece se a alfândega pegar, etc. Seguem aí algumas explicações e dicas aprendidas da pior maneira possível: pagando impostos abusivos.

Começando do lugar comum:


* imposto não é somente para encomendas a partir de U$50?

- Sim, desde que a encomenda seja enviada pelos Correios, que são o órgão oficial de distribuição de pacotes e correspondências. Qualquer encomenda via Courier (DHL, Fedex, UPS) está sujeita à taxação de 60% sobre qualquer valor, até mesmo um único dólar. Além disso, também é cobrado ICMS (18%, se não me falha a memória), mais uma taxa de "desembaraço alfandegário". No total, dá uns 100% de acréscimo sobre o valor (até um pouco mais). Em linhas gerais, encomendas por Courier são taxadas na grande maioria das vezes.

Além disso, quando você pede alguma coisa por Courier, você tem a opção de aceitar ou não a encomenda. Na UPS, por exemplo, você tem 7 dias para pagar pelos impostos do produto para retirá-lo, caso contrário, eles entram em contato com o vendedor e se o mesmo não pagar os impostos e o frete para re-enviar o produto, eles 'incineram' a sua encomenda (ou embolsam, vai saber).

Conclusão: Courier é muito mais rápido e seguro, mas é sinônimo de imposto. Correio comum (air mail, por exemplo), demora mais e tem mais chance de extraviar, mas, até U$50 o risco de ser taxado é baixíssimo.



Bom, é uma explicação meio parca, mas acho que ajuda para quem, como eu, não tem noção de como importações funcionam. Quem tiver mais informações, por favor, deixem nesse tópico para não haver mais dúvidas sobre esse assunto.



Abraço,
Daniel

#2 Geraldo V.

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Postado 08 julho 2006 - 02:28

As regras para encomenda enviada pelos correios são bem claras.

IMPOSTOS:
60% sobre o valor aduaneiro da mercadoria, acrescido do custo de transporte e seguro.

EXCEÇÕES:
* bens com valor aduaneiro até US$ 50,00, cujo remetente e o destinatário são pessoas físicas;
* medicamentos destinados a pessoas físicas têm alíquota zero de imposto de importação;
* livros, jornais, periódicos e o papel utilizado para sua impressão ;
* estas regras não se aplicam a bebidas alcoólicas, fumo e tabacaria e bens destinados a revenda.

Informação completa aqui:
http://www.correios.com.br/produtos_servic...rt_correios.cfm

Dos serviços de courier, UPS e FedEx não tem informação online sobre as tarifas alfandegárias nos envios para o Brasil.

#3 Eugenio

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Postado 13 julho 2006 - 16:22

Tem algumas dicas também de ordem meramente prática:

* Evitar fazer pedidos entre novembro e janeiro. Mistura com as compras de natal, possibilidade de greves da Receita (eles adoram fazer greve nessa época), tudo fica lento, incerto, complicado.

* Evitar grandes volumes. Muita gente tenta economizar no frete comprando muita coisa de vez, mas isso acaba aumentando as chances de ter seu pacote fiscalizado e tributado.
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#4 kromicom

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Postado 09 dezembro 2006 - 23:56

Normalmente, o pessoal da "stringsbymail" envia a encomenda com ou sem o remetente?

Pergunto isso pq caso seja sem o remetente, é maior a possibilidade de ser considerada como enviada por pessoa física, sendo assim, o destinatário fica isento do imposto de 60%. Claro, desde que a compra não ultrapasse os US$50.

Essa estratégia é utilizada por algumas empresas para que seus clientes escapem da taxação...

É o caso da stringsbymail?

*******
*******

Outra questão...

Alguém aqui do fórum já comprou pela internet uma quantia abaixo dos US$50 e teve que pagar o famigerado imposto?

#5 Ricardo Dias

    O Sereno

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    Spruce

Postado 10 dezembro 2006 - 00:22

Kromicon! há quanto tempo!
Ricardo Dias
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#6 kromicom

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Postado 10 dezembro 2006 - 00:45

Visualizar PostRicardo Dias, em Dec 10 2006, 12:22 AM, disse:

Kromicon! há quanto tempo!

Pois é senhor Presidente! De uns tempos pra cá pouco tenho me manifestado...
Apesar de não participar muito, estou sempre acompanhando os tópicos do fórum...

#7 Eugenio

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Postado 10 dezembro 2006 - 01:11

Visualizar Postkromicom, em Dec 10 2006, 12:56 AM, disse:

Normalmente, o pessoal da "stringsbymail" envia a encomenda com ou sem o remetente?

Pergunto isso pq caso seja sem o remetente, é maior a possibilidade de ser considerada como enviada por pessoa física, sendo assim, o destinatário fica isento do imposto de 60%. Claro, desde que a compra não ultrapasse os US$50.

Essa estratégia é utilizada por algumas empresas para que seus clientes escapem da taxação...

É o caso da stringsbymail?

Kromicon,

Como eles despacham com freqüência pro Brasil, o melhor mesmo seria escrever diretamente pra eles, pois eles já devem estar bem maceteados com isso.

Visualizar Postkromicom, em Dec 10 2006, 12:56 AM, disse:

Outra questão...

Alguém aqui do fórum já comprou pela internet uma quantia abaixo dos US$50 e teve que pagar o famigerado imposto?

Nunca ouvi falar. Mas fique atento que a Receita Federal computa o valor do frete pra chegar aos $50, não apenas o valor da mercadoria.
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#8 Alvaro Henrique

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Postado 10 dezembro 2006 - 02:19

.
Alvaro Henrique - http://www.alvarohenrique.com
Associação de Violão de Brasília (BRAVIO): http://www.bravio.blogspot.com - Confira: http://www.impostometro.org.br/

#9 Eugenio

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Postado 10 dezembro 2006 - 15:51

Esqueci de dizer que o limite de isenção de 50 dólares só existe quando o remetente no exterior é pessoa física, se for pessoa jurídica, eles podem cobrar sempre.

Outro detalhe é que se você receber dois pacotes separados dentro do mesmo mês, mesmo de remetentes diferentes, a receita tem a prerrogativa de poder somar ambos.
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#10 kromicom

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Postado 11 dezembro 2006 - 02:14

Visualizar PostEugenio, em Dec 10 2006, 03:51 PM, disse:

Esqueci de dizer que o limite de isenção de 50 dólares só existe quando o remetente no exterior é pessoa física, se for pessoa jurídica, eles podem cobrar sempre.

Foi por isso que falei daquela estratégia adotada por algumas empresas do exterior...
O fato é que uma encomenda abaixo do valor limite, sem o remetente, dificilmente seria taxada, pois não tem como saber se quem enviou foi a NASA ou só um amigo. Aliás, tem sim, mas para averiguar esta informação seriam necessários alguns gastos indesejáveis para o governo brasileiro. E como se trata de um valor pequeno (US$50) provavelmente vai deixar de ser uma prioridade para a alfândega.

Todos os casos de importação abaixo de US$50 sem taxação, que eu conheço, aconteceram dessa forma...encomenda sem remetente...
Imagino que existam outros métodos...que adoraria conhecer!