Schubert por Mertz
Criado por Chihiro, 02 Abr 2007 12:15
13 respostas neste tópico
#1
Postado 02 abril 2007 - 12:15
Alguém poderia compartilhar comigo suas impressões acerca das transcrições de Schubert realizadas por Johann Kaspar Mertz?
desde já agradeço
desde já agradeço
#2
Postado 02 abril 2007 - 13:03
Que posso dizer: uma maravilha de música!
Aún sin hacer completa justicia a las versiones originales, las transcripciones de Mertz están muy bien escritas y reflejan bastante bien la esencia de estos lieder.
Yo ya he tocado Das Fischermädchen y Liebesbothschaft, y estoy trabajando Die Post.
Recomiendo escuchar las versiones originales, especialmente por Dieskau, y también por Schreier, aunque éste no sé si grabó las seis.
Es curioso que el propio Mertz hizo también un arreglo de 5 de estos 6 lieder para voz y violão. Se pueden ver en la colección Boije.
Juan
Aún sin hacer completa justicia a las versiones originales, las transcripciones de Mertz están muy bien escritas y reflejan bastante bien la esencia de estos lieder.
Yo ya he tocado Das Fischermädchen y Liebesbothschaft, y estoy trabajando Die Post.
Recomiendo escuchar las versiones originales, especialmente por Dieskau, y también por Schreier, aunque éste no sé si grabó las seis.
Es curioso que el propio Mertz hizo también un arreglo de 5 de estos 6 lieder para voz y violão. Se pueden ver en la colección Boije.
Juan
#3
Postado 02 abril 2007 - 21:17
É tecnicamente exigente ou não?
#4
Postado 02 abril 2007 - 21:36
Parece fácil no começo e vai ficando mais difícil à medida que a gente vai estudando.
Vale dizer que Schubert morreu praticamente anônimo e que sua reputação começou a se espalhar através de suas canções. Liszt publicou arranjo de umas 60 delas para piano solo, como uma espécie de estudo sobre como fazer o piano cantar. As transcrições de Mertz devem ter vindo na esteira, porque algumas das soluções que ele encontra são idênticas às de Liszt, por exemplo as terminações de frase com harpejos, ou a imitação canônica na Serenata.
Vale dizer que Schubert morreu praticamente anônimo e que sua reputação começou a se espalhar através de suas canções. Liszt publicou arranjo de umas 60 delas para piano solo, como uma espécie de estudo sobre como fazer o piano cantar. As transcrições de Mertz devem ter vindo na esteira, porque algumas das soluções que ele encontra são idênticas às de Liszt, por exemplo as terminações de frase com harpejos, ou a imitação canônica na Serenata.
#5
Postado 04 abril 2007 - 10:23
Onde encontro estas peças?
Jether
Eu sou um violonista amador e não um músico amador, se o violão produzisse outra coisa que não música, era esta outra coisa que eu estaria fazendo.
Eu sou um violonista amador e não um músico amador, se o violão produzisse outra coisa que não música, era esta outra coisa que eu estaria fazendo.
#6
Postado 04 abril 2007 - 10:38
Obras selecionadas de Mertz editadas pela Chanterelle. Talvez tenha também para baixar na Biblioteca de Copenhague.
#7
Postado 04 abril 2007 - 11:40
Chihiro, em Apr 2 2007, 03:15 PM, disse:
Alguém poderia compartilhar comigo suas impressões acerca das transcrições de Schubert realizadas por Johann Kaspar Mertz?
desde já agradeço
desde já agradeço
Acho-as magníficas.
São talvez o unico exemplo de trancrição para violão de uma obra de um grande compositor romântico que todos os académicos do violão consideram bonita e de bom gosto. Apesar de existirem muitas transcrições para violão de compositores românticos feitas por exemplo por Tarrega ou Segovia as canções de Schubert por Mertz são a unica obra romântica transcrita para violão que é aceitável apresentar num exame de um curso superior de violão clássico.
Um ponto a favor do violão é que as transcrições das canções de Schubert por Liszt são hoje uma mera curiosidade histórica apenas de interesse para piano nerds enquanto as versões de Mertz inspiradas em Liszt soam lindamente no Sec. XXI.
Abraço
Pedro
#8
Postado 04 abril 2007 - 12:51
Jether, em Apr 4 2007, 10:23 AM, disse:
Onde encontro estas peças?
É um volume inteiro da Chanterelle, na www.sheetmusicplus.com você pode olhar dentro e descobrir quais são as canções. O único problema desse site é a demora, no mínimo 20 dias se eles já tem em mãos a partitura.
#9
Postado 04 abril 2007 - 12:56
Jether, em Apr 4 2007, 01:23 PM, disse:
Onde encontro estas peças?
Na Guitar Solo em São Francisco
http://www.gspguitar.com/
ECH423 MERTZ, JOSEPH KASPAR
Selected Works, Volume 7 - 6 SCHUBERT Songs
$15.95
#10
Postado 04 abril 2007 - 13:33
Acho que discordo em parte do Pedro. As transcrições que Tarrega fez de Albeniz ou da Canzonetta de Mendelssohn ainda são referência; o mesmo pode ser dito das transcrições de Granados por Llobet. Das de Segovia ou Pujol, realmente só Asturias ou a dança da Vida Breve, mas acho um pouco injusto, pra falar a verdade, porque Segovia tem transcrições divinas de Frescobaldi, Vanhall, CPE Bach e mesmo Schumann.
O que distingue as transcrições de Mertz é que elas são um trabalho de re-criação, elas têm tanto de Mertz quanto de Schubert (e uma pitada generosa de Liszt).
Também não é totalmente verdade que as transcrições de Liszt só tenham interesse histórico. Os pianistas mais "puristas" como Pollini ou Uchida não tocam, mas o pessoal escolado na tradição do virtuosismo toca sim, e muito, basta ver que o Evgeni Kissin e o Arcadi Volodos gravaram, tocam de bis, e há gravações inesquecíveis da geração anterior, por exemplo Lazar Berman e Jorge Bolet. As trasncrições da Ave Maria, do Erlkönig, algumas da Winterreise, etc., além dos Cantos Poloneses de Chopin e o Widmung de Schumann, transcrições bem superiores aos originais, diga-se de passagem, são vistas em recitais com bastante frequência até, mesmo dentro de um universo bastante refratário às transcrições de um modo geral.
O que distingue as transcrições de Mertz é que elas são um trabalho de re-criação, elas têm tanto de Mertz quanto de Schubert (e uma pitada generosa de Liszt).
Também não é totalmente verdade que as transcrições de Liszt só tenham interesse histórico. Os pianistas mais "puristas" como Pollini ou Uchida não tocam, mas o pessoal escolado na tradição do virtuosismo toca sim, e muito, basta ver que o Evgeni Kissin e o Arcadi Volodos gravaram, tocam de bis, e há gravações inesquecíveis da geração anterior, por exemplo Lazar Berman e Jorge Bolet. As trasncrições da Ave Maria, do Erlkönig, algumas da Winterreise, etc., além dos Cantos Poloneses de Chopin e o Widmung de Schumann, transcrições bem superiores aos originais, diga-se de passagem, são vistas em recitais com bastante frequência até, mesmo dentro de um universo bastante refratário às transcrições de um modo geral.












