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Virada Cultural em São Paulo


3 respostas neste tópico

#1 rods

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Postado 13 abril 2007 - 16:55

Estava vendo a programação da Virada Cultural que acontece pela terceira vez em São Paulo. São 24 horas de show direto entre os dias 5 e 6 de maio em vários lugares da cidade e também em algumas cidades do interior.
Mas olhando a programação fiquei desanimado em constatar que praticamente não tinha nada de violão entre as 350 atrações.
Para salvar o violão tem Duo Fel no CEU Alvarenga às 16h do dia 6. Tem também João Bosco no Teatro Municipal às 0h do dia 6, e Chico Pinheiro no CEU Pera Marmelo às 16h do dia 6. Salvo erro meu, esses são os únicos representantes violonistas do evento (existem outros cantores/violonistas como Jards Macalé, mas ele é muito mais cantor/compositor que violonista).
Programação

Acho incrível isso. O violão me parece ser o instrumento musical que melhor representa o Brasil - OK, pode ser uma afirmação polêmica e, pra dizer o mínimo, um tanto subjetiva - e não tem um violonista na programação. Somente 1 duo e alguns cantores/violonistas.
O que acontece ? Por que esse baixo prestígio ? Um dos eventos é só de piano, Piano Na Praça D. José Gaspar, com 12 shows de diferentes pianistas. Não estou reclamando disso não, muito pelo contrário, acho ótimo. Mas por que não tem um evento similar de violão ? Tá faltando lobby :icon_twisted: ?
Abs,

rods

#2 Eugenio

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  • Violões:Tessarin 7 2005, Jorge Raphael 2007, Tessarin 2008

Postado 13 abril 2007 - 17:07

Violonista não gosta de se misturar com ninguém... :icon_twisted:
Violão Popular Brasileiro: http://brazilianguitar.net

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#3 Milton Costa

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Postado 14 abril 2007 - 15:07

O Eugenio falou em tom de brincadeira, mas não deixa de ser uma ( triste ) realidade. A meu ver a questão não é gostar de se misturar, mas conseguir se misturar.
São raros os violonistas que se inserem em festivais de música que fogem do âmbito do violão.
Só vejo os de muito prestígio e que atigiram uma maturidade musical que transcende ao violão. No mais a coisa se esgota em festivais de violão, cujo objetivo do músico é tocar para os colegas ou admiradores do instrumento, nada contra, se você está começando pode ser até bom , porém não deixa de ser um fator excludente, pois o violão fica sempre como aquele convidado exótico e meio "popular ", que algumas vezes promotores de música de concerto incluem para fazer uma média com a turma.
Reparem como discutimos o repertório, estamos no mais das vezes montando repertório para nossos colegas violonistas, quando o objetivo maior deveria ser o público em geral, pois afinal de contas se você é ou pretende ser profissional tem que levar isso em conta.
É claro que todos almejam o respeito dos iguais, pois afinal de contas é um respeito abalizado, mas o respeito e admiração do público em geral e em particular de música erudita também deveria ser perseguido.
Embora não seja fã de concursos, me agrada o formato de concurso misto, tipo o concurso Eldorado, ou o da TV Cultura de SP, porque reflete de certa forma a imagem e o entendimento que o público e os jurados fazem do nosso instrumento.
Diram alguns, Pô! mas é difícil competir com um pianista por exemplo, que chega lá e manda um concerto de Lizt, tudo bem, mas você tem que saber mostrar as qualidades do violão e não os defeitos, se pretender tocar violão como se toca piano, que a meu ver lamentávelmente com raras exceções é a tendência mundial, realmente fica difícil, pois se mata as qualidades e se realçam as limitações.
Creio que esse é um desafio que se impoem a todos nós, quebrar esse círculo violonístico restritivo e limitador e mostrar o violão como um grande instrumento que é , mas que infelizmente não consegue se impor fora de seu quintal, salvo como disse, raras exceções que deveriam ser mais observadas criteriosamente.

abs
Milton Costa

#4 FZanon

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Postado 14 abril 2007 - 16:14

Tem de ver quem é que organiza e faz a curadoria dessa virada cultural. Não tem só música clássica, e na música popular não existe nenhuma discriminação contra o violão.
Os produtores precisam se mexer também, oferecer e tal. Eu confesso que nem me dei conta de que ia acontecer, e, de qualquer forma, não é um evento muto interessante, a meu ver.