Aí pessoal, vou ser direto – pra não fazer de uma "simples" e curiosa pergunta um tratado discursivo. Se fosse para montar um recital venenoso, ou seja, súper difícil, aquele complicado mesmo, quais seriam as dez obras que entrariam, segundo as impressões dos seus estudos e conhecimentos sobre o repertório violonistico?
As 10 menos
Criado por Atanasio Junior, 15 Abr 2007 12:38
6 respostas neste tópico
#1
Postado 15 abril 2007 - 12:38
#2
Postado 15 abril 2007 - 12:42
Pra mim, qualquer obra longa de Bach. Elas sempre consomem a maior parte de nosso tempo de estudo, sempre acontece algum problema e o resultado musical sempre é insatisfatório.
#3
Postado 15 abril 2007 - 13:14
Não sei se é isso que você quer dizer Atanasio mas eu pude assistir a um recital do Aliéksey que tinha um repertório bem complicado:
Bach - BWV 996
Antonio José - Sonata
Walton - 5 Bagatelas
Ginastera - Sonata
Apesar da complexidade e dificuldade do repertório, o Aliéksey fez um excelente recital, foi muito impressionante.
Bach - BWV 996
Antonio José - Sonata
Walton - 5 Bagatelas
Ginastera - Sonata
Apesar da complexidade e dificuldade do repertório, o Aliéksey fez um excelente recital, foi muito impressionante.
"A vida sem música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa, um exílio" - Nietzsche
#4
Postado 15 abril 2007 - 13:21
Engraçado!!!
Eu justamente coloquei esse tópico porque estou tentando pegar a Bwv 997 do Bach (não tenho tempo pra estudar periodicamente pelo menos gostaria de pegar aquilo pelo que tenho maior paixão e pra mim Bach é uma coisa divina) mas aquela fuga parece que é algo vindo do infinito. Em relação a insatisfação ao executar as músicas do Bach, se você não se sente satisfeito tocando (já li uma entrevista sua sobre isso) imagine um pobre mortal como eu
. Ah sim como idealizei esse tópico, vou citar pelo menos uma ou duas (espero lembrar de outras): A Fuga da Suíte bwv 997 de Bach e Um Sonho na Floresta do “Paganine das florestas” A. B. Mangoré
É isso mesmo Dorian e mais interessante seria se fossem repertórios que você tivesse vivenciado alguma experiência, assim poderia comentá-la conosco. Obrigado por contribuir
É isso mesmo Dorian e mais interessante seria se fossem repertórios que você tivesse vivenciado alguma experiência, assim poderia comentá-la conosco. Obrigado por contribuir
#5
Postado 15 abril 2007 - 18:34
A minha experiência é justamente com a BWV 996! E sinto exatemente como o Zanon falou: gasta muito tempo e o resultado nem sempre é satisfatório. Mas sou apaixonado com essa suite então continuo insistindo!
"A vida sem música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa, um exílio" - Nietzsche
#6
Postado 16 abril 2007 - 11:20
A meu ver qualquer música que exija especialidade, se você não for um especialista.
Por ex: tremolos; Notas rápidas e repetidas, tipo el colibri, (vejam no youtube o Marco Tamayo tocando isso ).
E também concordo com o Zanon, Bach é uma pedreira para um resultado musical digamos, médio.
O interessante em Bach é que a mesma obra pode ser muito fácil ou muito difícil, dependendo do tamanho do músico;
Tenho o video do bream tocando a fuga em lá menor, e também a Vidovic tocando a mesma obra, a impressão que se tem é que definitivamente NÃO é a mesma obra.
A Ana toca fácil, e o Bream transparece dificuldade, agora musicalmente falando, que ao final das contas é o que interessa... não estou nem falando de interpretação, mas simplesmente de tônus sonoro.
Então resumindo, a dificuldade está intrinsecamente ligada a exigência musical do interprete, salvo como disse em especialidades.
MC
Por ex: tremolos; Notas rápidas e repetidas, tipo el colibri, (vejam no youtube o Marco Tamayo tocando isso ).
E também concordo com o Zanon, Bach é uma pedreira para um resultado musical digamos, médio.
O interessante em Bach é que a mesma obra pode ser muito fácil ou muito difícil, dependendo do tamanho do músico;
Tenho o video do bream tocando a fuga em lá menor, e também a Vidovic tocando a mesma obra, a impressão que se tem é que definitivamente NÃO é a mesma obra.
A Ana toca fácil, e o Bream transparece dificuldade, agora musicalmente falando, que ao final das contas é o que interessa... não estou nem falando de interpretação, mas simplesmente de tônus sonoro.
Então resumindo, a dificuldade está intrinsecamente ligada a exigência musical do interprete, salvo como disse em especialidades.
MC
#7
Postado 16 abril 2007 - 12:01
Lá isso é verdade. Se você falar "tremolo" do lado do Sérgio Abreu, ele desmaia.
Pra quem tem dificuldade de escalas e passagens rápidas, as músicas de Rodrigo como o Concierto para una Fiesta ou Un Tiempo fue Itálica Famosa são grandes pedreiras, por isso pouca gente toca. Músicas rápidas e contínuas como El Colibri, La mariposa ou Estudo no.22 de Coste só são acessíveis a quem realmente tem talento pra coisa.
Pedreiras de mao esquerda - posições chatas, etc. - de novo, algumas coisas de Rodrigo e Castelnuovo-Tedesco, as bagatelas 1 e 5 de Walton, as músicas de Poul Ruders, enfim, música escrita por quem não toca, com honrosas exceções como Britten, Torroba ou Ponce. Dos compositores violonistas, as músicas originais de Llobet são bem encrencadas. Uma música que acho infernal de resolver são as 4 Peças de Frank Martin, é meio como Bach.
Do séc XIX, as duas sonatas de Sor são bem incômodas. Todas as obras maiores de Regondi são infernais, a Gran Polonaise de Bobrowicz também. Na comparação, Paganini e Giuliani são bem acessíveis.
Pra quem não tem treinamento de leitura de ritmos complexos de música contemporânea, o Kurze Schatten II de Ferneyhough e os 2 Estudos percussivos de Kampela são um desafio intransponível.
Pra quem tem dificuldade de escalas e passagens rápidas, as músicas de Rodrigo como o Concierto para una Fiesta ou Un Tiempo fue Itálica Famosa são grandes pedreiras, por isso pouca gente toca. Músicas rápidas e contínuas como El Colibri, La mariposa ou Estudo no.22 de Coste só são acessíveis a quem realmente tem talento pra coisa.
Pedreiras de mao esquerda - posições chatas, etc. - de novo, algumas coisas de Rodrigo e Castelnuovo-Tedesco, as bagatelas 1 e 5 de Walton, as músicas de Poul Ruders, enfim, música escrita por quem não toca, com honrosas exceções como Britten, Torroba ou Ponce. Dos compositores violonistas, as músicas originais de Llobet são bem encrencadas. Uma música que acho infernal de resolver são as 4 Peças de Frank Martin, é meio como Bach.
Do séc XIX, as duas sonatas de Sor são bem incômodas. Todas as obras maiores de Regondi são infernais, a Gran Polonaise de Bobrowicz também. Na comparação, Paganini e Giuliani são bem acessíveis.
Pra quem não tem treinamento de leitura de ritmos complexos de música contemporânea, o Kurze Schatten II de Ferneyhough e os 2 Estudos percussivos de Kampela são um desafio intransponível.












