Apesar de ser pianista, considero algumas reflexoes dele sobre a obra de Bach bastante interessantes para nós violonistas.
http://www.opovo.com...rte/381228.html
Entrevista com especialista em Bach
Criado por huh, 15 Abr 2007 14:25
14 respostas neste tópico
#2
Postado 15 abril 2007 - 16:44
João Carlos Martins? Acho tão fraquinho o Bach dele...
#3
Postado 15 abril 2007 - 16:46
Como sempre, mistura entusiasmo com idéias originais e com bobagens inconcebíveis. Chamar Beethoven de Maradona?????!!!!!! Um músico sério não fala uma barbaridade dessas.
#4
Postado 15 abril 2007 - 17:04
Ele é realmente controverso. Um pianista que fez a carreira inteira praticamente só com Bach. Acho que ele acaba sendo suspeito pra falar 
Mas e essa visão de que Bach permite a liberdade de se interpretar de praticamente qualquer forma que quiser, e isso acaba ainda sendo fiel ao compositor? O Martins, por exemplo, imprime um ar romântico, me parece, nas suas gravações. Ele também diz, em outra ocasião, que o piano é um desenvolvimento tecnológico advindo da escrita de Bach, pois associa o volume e sustentaçao, com a nitidez, sendo um supra-sumo das características do órgao e do cravo. E que é por isso que ele usa bastante o pedal em certas obras, para se aproximar do que ele enxerga como algo mais voltado ao órgão...
Eu acredito que ele é obstinado ao extremo, pra isso basta ver a sua história de vida, mas talvez essa visão de Bach seja um pouco distorcida, justamente por ele ser tão bitolado nesse compositor.
Essa forma de ver Bach, como um messias que permite o classicismo, romantismo, nacionalismo, etc... que vcs acham?
Mas e essa visão de que Bach permite a liberdade de se interpretar de praticamente qualquer forma que quiser, e isso acaba ainda sendo fiel ao compositor? O Martins, por exemplo, imprime um ar romântico, me parece, nas suas gravações. Ele também diz, em outra ocasião, que o piano é um desenvolvimento tecnológico advindo da escrita de Bach, pois associa o volume e sustentaçao, com a nitidez, sendo um supra-sumo das características do órgao e do cravo. E que é por isso que ele usa bastante o pedal em certas obras, para se aproximar do que ele enxerga como algo mais voltado ao órgão...
Eu acredito que ele é obstinado ao extremo, pra isso basta ver a sua história de vida, mas talvez essa visão de Bach seja um pouco distorcida, justamente por ele ser tão bitolado nesse compositor.
Essa forma de ver Bach, como um messias que permite o classicismo, romantismo, nacionalismo, etc... que vcs acham?
Samuel Huh
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
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#5
Postado 15 abril 2007 - 18:09
Pode-se ver o que se quiser em qualquer obra. quanto mais se vir, maior a obra. Bach é o maior.
#6
Postado 15 abril 2007 - 19:12
Esta história de parar de tocar por causa de um acidente , ou por causa de um assalto na Bulgária para mim sempre foi suspeita .
Já vi o João Carlos Martins algumas vezes em apresentações ao vivo .
Ele tinha uma enorme dificuldade para tocar e era muito irregular .
Não tinha facilidade alguma , fazia um enorme esforço , gemia e transpirava , era impressionante .
E estava sempre no limite da velocidade e da força , não relaxava nunca .
Acho que estes acidentes até podem ter acontecido , mas para mim o organismo dele cobrou o preço por este exagero .
Talvez seja difícil para um músico respeitado admitir que é vítima de uma lesão por esforço repetitivo ou algo do gênero .
Já vi o João Carlos Martins algumas vezes em apresentações ao vivo .
Ele tinha uma enorme dificuldade para tocar e era muito irregular .
Não tinha facilidade alguma , fazia um enorme esforço , gemia e transpirava , era impressionante .
E estava sempre no limite da velocidade e da força , não relaxava nunca .
Acho que estes acidentes até podem ter acontecido , mas para mim o organismo dele cobrou o preço por este exagero .
Talvez seja difícil para um músico respeitado admitir que é vítima de uma lesão por esforço repetitivo ou algo do gênero .
#7
Postado 15 abril 2007 - 19:50
Ele teve LER, o tal assalto foi posterior, além de um acidente no futebol... a história é impressionante, mas meio suspeita.
#8
Postado 15 abril 2007 - 23:01
Não se pode duvidar de tudo, mas as narrativas dele são muito fantasiosas. Quando ele passou a tocar só coma mão esquerda, em poucos anos inutilizou a esquerda também. Ou seja, na cabeça dele pode até ser o acidente ou que seja, mas a técnica dele era na base da força bruta. A direita sempre arrebenta primeiro porque trabalha mais; nenhum pianista tem LER na esquerda antes da direita.
É um personagem antes de mais nada. Algumas das peças podem ficar interessantes com essa abordagem meio louca. A gravação das variações Goldberg fazem o Glenn Gould parecer um monge. O problema é que é tudo tão martelado, cada acento leva um soco, que é muito cansativo no ouvido. Não consigo ouvir piano assim.
Bach é uma vida, mesmo, pra tocar direito, mas pra virar um especialista assim tem de ter mais equilíbrio, mais visão. Eu cheguei a vê-lo tocar o concerto do Ginastera e algum Schubert de bis; sem dúvida um entusiasta, mas música é som, e quando o som é aquilo...
É um personagem antes de mais nada. Algumas das peças podem ficar interessantes com essa abordagem meio louca. A gravação das variações Goldberg fazem o Glenn Gould parecer um monge. O problema é que é tudo tão martelado, cada acento leva um soco, que é muito cansativo no ouvido. Não consigo ouvir piano assim.
Bach é uma vida, mesmo, pra tocar direito, mas pra virar um especialista assim tem de ter mais equilíbrio, mais visão. Eu cheguei a vê-lo tocar o concerto do Ginastera e algum Schubert de bis; sem dúvida um entusiasta, mas música é som, e quando o som é aquilo...
#9
Postado 16 abril 2007 - 22:44
O que me chamou atenção na entrevista foi a afirmativa de que ele é considerado o maior intérprete de Bach. Uma vez li um artigo afirmando que Konrad Junghänel era considerado o maior intérprete de Bach ao Alaúde. Por quem? Qdo recebeu a comenda? Os jornalistas às vezes, em vez de se informar inventam. è preciso cuidado para não ir at´ras.
Saludos
El Cabong
El Cabong
#10
Postado 16 abril 2007 - 23:05
Jornalista de cultura engole qualquer coisa escrita num release de imprensa. Além disso o Brasil tem a mania do maior isso ou aquilo. Ele é especializado em Bach, não tem como negar, mas se não for o maior dá a impressão que não é digno de figurar num jornal.












