A propósito do tópico "tocar no banheiro" (violão, hein gente!!), lembrei que, depois de mais de 30 anos tocando para mim mesmo, descobri o meu grande palco, minha grande "concha acústica" e meu grande público: a pracinha Antônio Bento, na pequenina cidade onde nascí (Serraria), no interior da Paraíba, onde criei uma escola de violão e para onde vou todo final de semana.
Depois da meia noite/uma da matina, a cidadezinha dormindo, afino o pinho com cordas novinhas, levo o banquinho e está montado o espetáculo.
Uma brisa maravilhosa, um silêncio sepulcral e o vilão plangente :-)
De vez enquando, porém, as badaladas do relógio alemão se intrometem, mas não atrapalham.
Quem tiver a sorte de ir a uma pequenina cidade do interior viva essa expertiência.
E é público certo: dia desses apareceu um cara na minha casa do interior, para agradecer pela serestas.
As pessoas comentam, gostam demais e pedem pra repetir.
A aonda agora é a gente (eu e meus alunos) tocar em casamentos. Fizemos o primeiro no dia 24. Pela primeira vez, naquela cidaded, um casamento foi "abrilhantado" por violões centrados e peças de Bach, Vivaldi e as indispensáveis Av Marias de Schubert e Gounod, à entrada da noiva e a pedido dela.
Meu próximo passo é fazer esses "concertos madrugantes",com meus alunos. Agora, não, porque são muito jovens e os pais não deixam.
VIVAM ESSA EXPERIENCIA!!!!
VALE A PENA!!
Concerto com grande público ausente
Criado por Wellington Farias, 24 Abr 2007 13:59
8 respostas neste tópico
#1
Postado 24 abril 2007 - 13:59
#2
Postado 24 abril 2007 - 14:15
Muito bom! No interior há tradições pela madrugada, a mulher de branco, lobisomem, agora há o violonista insone...
Parabéns!!!
Parabéns!!!
#3
Postado 24 abril 2007 - 14:59
Haha, sensacional!
Samuel Huh
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
#4
Postado 24 abril 2007 - 18:54
O Wellington desenvolve um trabalho digno de nota, isso é amor pela cidade em que nasceu, pelas pessoas e pelo instrumento; agora mais essa da seresta, imagino que para ele ser prefeito em Serraria falta pouco.
#5
Postado 24 abril 2007 - 23:11
Silence is Gold.
O silêncio está a cada dia mais raro.
Conheço uma capela longe da rua, na beira do rio. Pena que ela fechou. Um dia ainda há de ser restaurada e terei de tocar lá.
O silêncio está a cada dia mais raro.
Conheço uma capela longe da rua, na beira do rio. Pena que ela fechou. Um dia ainda há de ser restaurada e terei de tocar lá.
Saludos
El Cabong
El Cabong
#6
Postado 25 abril 2007 - 03:15
HAAHAHAH Demais....assim que é!
#7
Postado 25 abril 2007 - 20:52
A proposito de grandes publicos: O meu tempo de estudo é sempre após o jantar. Tenho em casa uma salinha onde ficam os violões, partituras, banquinho, etc. Pois, saídas as primeiras notas, meus cães - um collie e duas VL, vem deitar aos meus pés. O collie parece dormitar, mas levanta a cabeça e me olha a cada interrupção maior. Volto a tocar, e ele a deitar a cabeça entre as patas. As VLs, mais para pequenas, de pelo curto e rabo enrolado, ficam como o Nipper, o cãozinho da RCA, sentadas e me olhando fixamente enquanto toco. Assim que ponho o violão no case, eles se vão cuidar de suas vidinhas.
Há platéias piores, como aquela que pede "Agora, aquela do Frank Aguiar"...
Abraços
PS. VL = Vira-latas.
Há platéias piores, como aquela que pede "Agora, aquela do Frank Aguiar"...
Abraços
PS. VL = Vira-latas.
Senescendo et addiscendo
#8
Postado 12 abril 2009 - 08:50
wellington quero muito falar com você, meu pai lhe conhece, ele também é de serraria, o nome dele é Cícero Vaz, filho do Coronel vaz(meu avô) , ele quer muito conversar com você , mantenha contato, você ainda mora em serraria?
#9
Postado 14 abril 2009 - 17:59
QUOTE(edvalson @ Apr 25 2007, 08:52 PM) <{POST_SNAPBACK}>
...PS. VL = Vira-latas.
Para ser politicamente correto devemos substituir VL por CG, Cão Genérico.
Jether
Eu sou um violonista amador e não um músico amador, se o violão produzisse outra coisa que não música, era esta outra coisa que eu estaria fazendo.
Eu sou um violonista amador e não um músico amador, se o violão produzisse outra coisa que não música, era esta outra coisa que eu estaria fazendo.











