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Obras do Segovia Archive/Gilardino


4 respostas neste tópico

#1 FZanon

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Postado 25 junho 2007 - 15:11

Visualizar PostMiguel De Laquila, em Jun 25 2007, 12:31 PM, disse:

Olá, pessoal.

Por falar em Gilardino, estava olhando em seu site o "Segovia Archive", na seção de partituras.
Você destacaria alguma coisa de lá Zanon ?

Obrigado!



Oi Miguel, é difícil fazer uma seleção sem levar em conta gosto pessoal, então eu sinceramente recomendo que, quem tiver acesso, procure conhecer tudo. É tão importante quanto conhecer as obras que efetivamente foram consagradas por Segovia, como Ponce, Torroba, etc.
Algumas obras, Segovia não tocou evidentemente por falta de afinidade, mas são boas e bem escritas, bem concebidas para o violão. Dessas, destaco a sonatina de Cyrill Scott, as 4 Peças de Berkeley, a Pequeña suite de Uribe-Holguín, a Suite de Raymond Moulaert, as 4 Peças de Henri Martelli, as 2 Peças de Vito Frazzi, a Fantaisie de Pierre de Breville, e a Spiritual de Ferroud
Outras ele não deve ter tocado por achar que não eram violonísticas, ou simplesmente porque não deu tempo de aprender e integrar ao repertório. Algumas dessas foram salvas pelo processo editorial. Dessas, destaco Piezas Liricas de Arregui, a Sonata de Ettore Desderi (que forma um par fantástico com a Sonata de Castelnuovo), a Canção e Dança no.10 de Mompou, a Errimina de Donostia, o Preludio de Fornerod, a Sonata-Fantasia de Torroba e as obras de Tansman, especialmente os 4 tempi di mazurka, uma obra-prima, para o meu gosto.
Tem também um volume com as obras completas de Haug, e uma nova edição da sonata do Castelnuovo, muito interessante.
Tem um volume que confesso que ainda não li, que é o das obras de Alvaro Company.

#2 André Priedols

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Postado 25 junho 2007 - 20:07

Ainda dá pra ler on line um artigo escrito pelo Zanon sobre essas publicações que saiu na violão intercâmbio. Estou morrendo de vontade de arrumar as peças do berkley, mas não tenho cartão internacional. Se alguém estiver pensando em comprar algo de lá, me avise que eu adoraria entrar na jogada. Abraço!
André Priedols
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#3 Miguel De Laquila

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Postado 27 junho 2007 - 00:40

Obrigado pela resposta, Fábio !

Este repertório em destaque é tocado lá fora ?
Me parece que precisa ser bem explorado ainda. De minha parte só tive contato com as peças de
Haug, Tansman e a Sonata de Castelnuovo, é claro. Realmente não dá pra reclamar do nosso repertório
original, ainda tem muita coisa deixada de lado...
Inclusive os próprios 60 estudos de Gilardino. Dos 4 ou 5 que lí, não tiraria nenhum do repertório...

#4 FZanon

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Postado 27 junho 2007 - 07:04

Oi, Miguel,

estas obras foram publicadas muito recentemente, coisa de 2 ou 3 anos somente, e ainda não deu tempo de entrarem no repertório. Tem uma outra questão. Antigamente, o que era entrar no repertório? Era ser tocado pelo Segovia. Nos anos seguintes, todos os alunos dele também estavam tocando, e a música se consagrava. Bream e Williams também tinham essa capacidade de formar opinião.
Hoje em dia, os violonistas de referência pautam seu repertório de outra forma, e acho pouco provável que o Williams ou o Barrueco venham algum dia a gravar e divulgar essas músicas, com a provável exceção da Sonata-Fantasia de Torroba.
Mas algumas delas têm tido já uma boa exposição. A Sonatina do Cyrill Scott e as 4 peças de Berkeley já foram gravadas várias vezes, eu mesmo já as toquei em turnê. Tenho visto as peças de Arregui no programa de colegas.
Concordo totalmente com você, mas, no violão, como em qualquer instrumento, o repertório ativo é só a ponta de um iceberg. O problema nosso é que, na hora de explorar alguma novidade, ao invés das pessoas investigarem esse tipo de trabalho acabam fazendo cross-over, até pela realidade sócio-cultural do país. Por isso a gente acaba ouvindo, num ano, 20 violonistas tocando Jorge do Fusa do Garoto, e nenhum tocando Almeida Prado.

#5 Miguel De Laquila

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Postado 27 junho 2007 - 13:25

"O problema nosso é que, na hora de explorar alguma novidade, ao invés das pessoas investigarem esse tipo de trabalho acabam fazendo cross-over, até pela realidade sócio-cultural do país."

Olá, Fábio!
Percebo o ponto a que está se referindo.
É uma questão delicada, que passa, também, pela qualidade do ouvinte atual, e acho que faz
parte de uma outra discussão.
A minha tendência é acreditar, que o período que se deve mais explorar a "novidade", é
o do curso de bacharelado, exatamente pela realidade sócio-cultural, como você disse.

Como você encara esta questão ?