olha, eu posso estar enganado, mas acho que a espanha sempre foi o grande celeiro. no seculo 20, entraram tambem o brasil e a inglaterra na historia. hoje em dia parece que rola muito violonista do oriente, europa oriental, etc, mas eu me pergunto se esses 3 paises (espanha, brasil e inglaterra) ainda continuam sendo os principais celeiros...
eu tenho a impressao que muita gente que vem desses outros paises estuda na inglaterra e na espanha, o brasil nao rola muito como centro de estudos por causa das condicoes de vida... hehe... mesmo sendo uma superpotencia do violao... ou sera que eu to enganado?
celeiros de violonistas
Criado por Bocudo, 23 Jul 2006 11:51
38 respostas neste tópico
#1
Postado 23 julho 2006 - 11:51
cortaram minha assinatura porque eu amo a aninha... coitado do Bocudo...
#2
Postado 23 julho 2006 - 12:35
.
Alvaro Henrique - http://www.alvarohenrique.com
Associação de Violão de Brasília (BRAVIO): http://www.bravio.blogspot.com - Confira: http://www.impostometro.org.br/
Associação de Violão de Brasília (BRAVIO): http://www.bravio.blogspot.com - Confira: http://www.impostometro.org.br/
#3
Postado 23 julho 2006 - 12:44
Leste Europeu, acho que principalmente Croácia,Servia e Montenegro e adjacências... tem violonista bom em todo lugar, agora por metro quadrado e por ali mesmo, acho...
já no Brasil, talvez o João Carlos possa falar melhor, mais acho que lá em Salvador e um celeiro de grandes violonistas jovens.
Abraços;
já no Brasil, talvez o João Carlos possa falar melhor, mais acho que lá em Salvador e um celeiro de grandes violonistas jovens.
Abraços;
#4
Postado 23 julho 2006 - 22:01
A ex-Iugoslávia na verdade não tem nada, não tem uma cultura de violão, não tem um compositor de violão que preste e não tem uma linguagem nacional de violão. O que eles têm é um professor em Zagreb chamado Darko Petriniac que fez tudo sozinho. Todos os bósnios, sérvios, etc estudaram com ele na Croácia. Ele não tem nem 60 anos, mas já formou uma geração inteira de gente excelente que produz desdobramentos. Por exemplo, a Ana Vidovic nem foi aluna dele, foi de um aluno dele, Istvan Romer. E, para falar a verdade, acho que ele elevou imensamente o nível de compteência, porque dessa turma toda o único cara que eu acho realmente um músico de primeira é o Zoran Dukic.
Não tem nem comparação como Brasil, onde há um estilo de música instrumental nacional que é fundamentada no violão. Sobre fazer carreira internacional, bem... Se brasileiros não fazem, estrangeiros tampouco. Começar uma carreira internacional a partir do Brasil é quase impossível.
Sobre Reino Unido, bom, teve o Bream, eu quase diria que não precisa mais nada, mas... Teve o Williams, que é australiano mas fez a carreira a partir de lá. Tem o Paul, que é escocês. Tem vários outros ingleses excelentes, mas com uma carreira menos abrangente, como o Leathwood, o duo Eden-Stell, o John Mills, etc. Tem um monte de gente, como eu, a Xuefei Yang, o Duo Katona, etc que começou a carreira a partir de lá. Quem são os outros do Reino Unido? O David Russell? Ele cresceu e teve a formação toda dele na Espanha, quando foi estudar na Inglaterra já era homem feito.
Não tem nem comparação como Brasil, onde há um estilo de música instrumental nacional que é fundamentada no violão. Sobre fazer carreira internacional, bem... Se brasileiros não fazem, estrangeiros tampouco. Começar uma carreira internacional a partir do Brasil é quase impossível.
Sobre Reino Unido, bom, teve o Bream, eu quase diria que não precisa mais nada, mas... Teve o Williams, que é australiano mas fez a carreira a partir de lá. Tem o Paul, que é escocês. Tem vários outros ingleses excelentes, mas com uma carreira menos abrangente, como o Leathwood, o duo Eden-Stell, o John Mills, etc. Tem um monte de gente, como eu, a Xuefei Yang, o Duo Katona, etc que começou a carreira a partir de lá. Quem são os outros do Reino Unido? O David Russell? Ele cresceu e teve a formação toda dele na Espanha, quando foi estudar na Inglaterra já era homem feito.
#5
Postado 23 julho 2006 - 22:30
<>
Isso não me parece critério de qualdade. Temos violonistas que poderiam perfeitamente ter uma carreira internacional, mas poir uma série de motivos não tiveram - o que não significa incapacidade. Em termos de qualidade pura e simplesmente, estamos muito bem.
Isso não me parece critério de qualdade. Temos violonistas que poderiam perfeitamente ter uma carreira internacional, mas poir uma série de motivos não tiveram - o que não significa incapacidade. Em termos de qualidade pura e simplesmente, estamos muito bem.
#6
Postado 23 julho 2006 - 23:18
Ricardo Dias, em Jul 23 2006, 10:30 PM, disse:
<>
Isso não me parece critério de qualdade. Temos violonistas que poderiam perfeitamente ter uma carreira internacional, mas poir uma série de motivos não tiveram - o que não significa incapacidade. Em termos de qualidade pura e simplesmente, estamos muito bem.
Isso não me parece critério de qualdade. Temos violonistas que poderiam perfeitamente ter uma carreira internacional, mas poir uma série de motivos não tiveram - o que não significa incapacidade. Em termos de qualidade pura e simplesmente, estamos muito bem.
De fato, a Alemanha por exemplo tem dezenas de ótimos violonistas que não se apresentam no exterior com frequência.
Em termos de qualidade pura e simples, estamos tão bem (ou tão mal) quanto qualquer outra nação mais desenvolvida ou que tenha uma estrutura mais sólida para o estudo de música.
Como eu disse, a carreira em música clássica tem uma série de fatores imponderáveis. Um deles é o geo-econômico, e é muito difícil despontar para uma carreira internacional em música clássica a partir do Brasil. Mas não é impossível.
Eu acrescentaria aos que o Álvaro mencionou o Aliéksey Vianna, o Quarteto Brasileiro de Violões e o Bellinati como músicos que têm uma renda fora do Brasil. Talvez haja outros, mas não posso afirmar.
Mas veja bem, o Turíbio teve uma carreira excepcional; o Barbosa Lima tem; o Kayath teve e parou. E tem todos os populares que já estiveram na crista da onda, como o Baden, e os que estão fora há tanto tempo que a gente esquece, como o Celso Machado e a Cristina Azuma.
Na Espanha, há uma geração excelente, dezenas de grandes artistas como o Marco Socias, o Marcos Dias, Margarita Escarpa, Alex Garrobé, José Maria Gallardo, gente mais jovem como o Pablo Sainz Villegas, etc. mas ninguém da magnitude de um Duo Assad à exceção dos Romeros - que são americanos.
#7
Postado 23 julho 2006 - 23:56
mas a galera da iuguslavia geralmente segue carreira e vai estudar fora, ne isso? tudo que foi dito parece confirmar que o brasil, a espanha e a inglaterra (escocia, irlanda, gales, eh tudo a mesma coisa, hehe, embora eles vivam se matando) continuam sendo os lugares.
e hoje rola esse cruzamento: Zanon estudou na inglaterra, o galbraith mora no Brasil, o Russell estudou na espanha e por ai vai... hehe
e hoje rola esse cruzamento: Zanon estudou na inglaterra, o galbraith mora no Brasil, o Russell estudou na espanha e por ai vai... hehe
cortaram minha assinatura porque eu amo a aninha... coitado do Bocudo...
#8
Postado 24 julho 2006 - 00:17
A galera da ex-Iugoslávia normalmente sai de lá para estudar na Alemanha ou nos EUA e simplesmente vive de fazer concurso. Eles vão fazendo 4, 5 vezes até ganhar, eles são capazes e se dedicam a isso. Peguem a lista de vencedores do Tarrega. Gente como o Dukic, Azabagic etc. esteve na final 4, 5 vezes antes de ganhar o primeiro prêmio. O Denis ficou 6 ou 7 anos da vida dele fazendo 8, 10 concursos por ano. Daí o cara começa uma carreira com 12, 13 primeiros prêmios no bolso. Eu não acho que isso seja uma boa estratégia de carreira, mas ao menos é alguma estratégia e não há como negar que aqui no Brasil a gente tem a impressão de que a Croácia é um celeiro de virtuoses.
Eu particularmente acho que é um país que tem uma boa estrutura para o ensino de música e gente muito dedicada ao seu trabalho, que estuda de verdade, só isso.
Fazer isso a partir do Brasil, pagando 1,500 dólares por uma passagem pra Europa, é loucura. Por isso tem gente que eu considero muito capaz que não soube, ou não teve como iniciar uma carreira no exterior. Ou vocês acham que um Martelli ou um Pedrassoli brotam nas esquinas da Europa?
Os concursos deram um empurrão na minha carreira, mas na época eu ainda não fazia muita idéia de como fazer de outro jeito. Hoje eu saberia.
Eu particularmente acho que é um país que tem uma boa estrutura para o ensino de música e gente muito dedicada ao seu trabalho, que estuda de verdade, só isso.
Fazer isso a partir do Brasil, pagando 1,500 dólares por uma passagem pra Europa, é loucura. Por isso tem gente que eu considero muito capaz que não soube, ou não teve como iniciar uma carreira no exterior. Ou vocês acham que um Martelli ou um Pedrassoli brotam nas esquinas da Europa?
Os concursos deram um empurrão na minha carreira, mas na época eu ainda não fazia muita idéia de como fazer de outro jeito. Hoje eu saberia.
#9
Postado 24 julho 2006 - 04:22
e como seria essa maneira alternativa, Fábio?
Abracos a todos,
Henrique
Abracos a todos,
Henrique
#10
Postado 24 julho 2006 - 05:17
.
Alvaro Henrique - http://www.alvarohenrique.com
Associação de Violão de Brasília (BRAVIO): http://www.bravio.blogspot.com - Confira: http://www.impostometro.org.br/
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