Bom, é a primeira vez que posto aqui, ando acompanhado este fórum à algumas semanas e com certeza ele me foi muito útil, devido às dicas e ajudas aqui postadas decidi comprar um violão de Luthier. Convercei com um Luthier no ES, seu nome é Venâncio ele disse que pode fazer pra mim um violão com as seguintes características:
- Tampo em Abeto alemão
- Caixa e Braço em Mogno -> Gostaria de saber se combina com o Abeto,que é usado no tampo, ou se seria melhor o uso de um Jacarandá (exceto da Bahia e Indiano).
- Escala em Jacarandá -> Não poderia ser em ébano por causa do custo.
Gostaria de dicas sobre as madeiras.
Desde ja, obrigado.
Violão de Luthier
Criado por Morgado, 16 Ago 2007 15:26
8 respostas neste tópico
#1
Postado 16 agosto 2007 - 15:26
#2
Postado 16 agosto 2007 - 16:20
Bem-vindo, Morgado;
corpo em mogno tende a deixar um som mais "frouxo". Uma madeira dura soa melhor - isso se você estiver pensando em termos de violão clássico. Se for para acompanhamento, o mogno é ótimo. Quanto à escala, ébano é MUITO melhor, dura muito mais que o dobro do jacarandá, e não entendi essa dificuldade: uma boa escala de ébano custa menos de 100 reais.
corpo em mogno tende a deixar um som mais "frouxo". Uma madeira dura soa melhor - isso se você estiver pensando em termos de violão clássico. Se for para acompanhamento, o mogno é ótimo. Quanto à escala, ébano é MUITO melhor, dura muito mais que o dobro do jacarandá, e não entendi essa dificuldade: uma boa escala de ébano custa menos de 100 reais.
#3
Postado 16 agosto 2007 - 16:31
Obrigado.
Na realidade quero iniciar meus estudos em violão erudito, mas por enquanto só toco MPB.
O luthier com o qual eu convercei disse que pelo preço de 1800 R$ não poderia usar escala em ébano, me pareceu ser pela mão de obra.
Já na caixa que madeira seria aconselhada então? Já que o Mogno foi opção minha. Ele disse que possui bons tipos de jacarandá.
E o braço, poderia continuar em mogno?
Na realidade quero iniciar meus estudos em violão erudito, mas por enquanto só toco MPB.
O luthier com o qual eu convercei disse que pelo preço de 1800 R$ não poderia usar escala em ébano, me pareceu ser pela mão de obra.
Já na caixa que madeira seria aconselhada então? Já que o Mogno foi opção minha. Ele disse que possui bons tipos de jacarandá.
E o braço, poderia continuar em mogno?
#4
Postado 16 agosto 2007 - 18:10
No braço sim, nenhum problema. E, sinceramente, não entendi essa do ébano; diga para ele cobrar R$1850 e colocar ébano!!!!
#6
Postado 16 agosto 2007 - 23:16
Se o sujeito não trabalha com ébano o negócio pode complicar. É arriscado pedir uma madeira que ele nunca comprou e com a qual não está habituado. Ele já faz regularmente violões com escala de ébano? Se não fizer é bem arriscado.
Saludos
El Cabong
El Cabong
#7
Postado 17 agosto 2007 - 00:58
Não faz nenhuma diferença; é apenas mais duro. Comprando de um bom revendedor, nenhum problema. Não há nenhuma técnica especial para trabalhar com ébano, precisa apenas afiar bem a plaina. Mas isso precisa com qualquer madeira...
#8
Postado 17 agosto 2007 - 02:02
Olha, eu não aconselho a usar ébano recém comprado, mesmo que seja vendido seco por 2 ou 3 anos (comum em fornecedores europeus), deve ficar no mínimo alguns meses na oficina antes de ser trabalhado, senão corre sério risco de empenar, rachar, ou apresentar "lombadas" e consequentes trastejamentos. Ainda assim é perigoso como prazo mínimo, pois há fornecedores (especialmente norte-americanos) que vendem seco em estufa por apenas dois meses, aí é CERTO dar problema se for usado imediatamente. Nesse caso deve-se esperar uns dois anos ao menos. Ébano demora para secar e é muito sensível a variações climáticas enquanto não estabiliza. Bem mais que a média, mesmo comparado com outras madeiras muito densas.
De imediato penso em duas alternativas baratas e com propriedades semelhantes (inclusive a dificuldade de trabalhar devido à dureza): braúna e ipê (daqueles avermelhados, mais densos, não os marrom-claro que usam em telhados. Também devem ser bem secos, mas aí é fácil, pois se acha em material de demolições, com décadas de "secagem".
Se não gostar da cor (braúna é marrom e ipê marrom-avermelhado) é só tingir de preto e pronto (sem selar os poros, senão fica igual plástico).
De imediato penso em duas alternativas baratas e com propriedades semelhantes (inclusive a dificuldade de trabalhar devido à dureza): braúna e ipê (daqueles avermelhados, mais densos, não os marrom-claro que usam em telhados. Também devem ser bem secos, mas aí é fácil, pois se acha em material de demolições, com décadas de "secagem".
Se não gostar da cor (braúna é marrom e ipê marrom-avermelhado) é só tingir de preto e pronto (sem selar os poros, senão fica igual plástico).
Quem quiser entrar em contato, por favor use o email "felipe ponto luthier arroba gmail ponto com"
#9
Postado 22 setembro 2007 - 17:33
O Fábio Z fala sobre os tampos de abeto e cedro no programa dele sobre segovia, não me lembro qual é. Ouça todos eles que são emocionantes.
Photos é a eterna busca por conhecimento, onde se mantém jovem para aprender sempre e com consciencia de que sabemos um grão de areia enquanto o conhecimento permanece como o oceano a nossa frente!












