Olá a todos,
Estive observando/estudando/lendo algumas obras em contraponto (fugas, invenções, canons) e me surgiu uma dúvida: existe a preponderância de alguma das vozes?
Como sempre (ou na maioria das vezes) a melodia deve ficar em evidência, como definir numa obra onde há duas ou mais? Ou toca-se tudo igual? Penso que a situação fica ainda mais difícil quando se trata de um duo.
Um abração
Interpretação no Contraponto
Criado por Luiz Ricardo, 31 Jul 2006 17:54
7 respostas neste tópico
#1
Postado 31 julho 2006 - 17:54
#2
Postado 31 julho 2006 - 18:28
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Alvaro Henrique - http://www.alvarohenrique.com
Associação de Violão de Brasília (BRAVIO): http://www.bravio.blogspot.com - Confira: http://www.impostometro.org.br/
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#3
Postado 31 julho 2006 - 18:46
um cuidado importante: pode haver sim uma voz mais em evidencia, mas jamais deverá se sobressair demasiado. Tudo deve se escutar com clareza.
Mais importante que pensar em qual é mais forte, é descobrir como separar as vozes atraves de articulação, timbre etc...
Abraços.
Mais importante que pensar em qual é mais forte, é descobrir como separar as vozes atraves de articulação, timbre etc...
Abraços.
#4
Postado 31 julho 2006 - 19:32
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Alvaro Henrique - http://www.alvarohenrique.com
Associação de Violão de Brasília (BRAVIO): http://www.bravio.blogspot.com - Confira: http://www.impostometro.org.br/
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#5
Postado 31 julho 2006 - 20:15
Na verdade não tenho tanta propriedade assim para discutir a coisa. Me baseio bastante em opiniões de outros, em interpretações que eu ouço e na lógica que meus conhecimenos permitem.
Nem o Pedrassoli nem o Julian Bream tocam a voz do ostinato do estudo 5 pianissimo. Ela permanece ali plenamente audivel, um pouco mais fraca apenas que as outras. E isso quando não está no mesmo patamar de dinâmica.
A primeira vez que me dei conta de que não é preciso essa grande diferença de dinamica para separar planos foi ouvindo gravações do Segóvia. Ele não costumava tocar acompanhamentos em pianissimo. Agente ouve as peças e quase sempre está tudo ali bem audivel. A diferenciação de camadas da peça se da por varios outros fatores como timbre, articulação etc...
O Eduardo Isaac também alertou meu colega que estava tocando a fuga 1 do Brower: Quando entra uma nova voz expondo o tema nao tem que marcar ela, tocar fortíssimo. Basta todas as vozes estarem bem tocadas, niticas corretamente articuladas que se vai ouvir a exposição. Se quiser da para colocar um pouco mais de dinamica aqui e ali, mas nada de exagero.
Na verdade é preciso fazer uma analise cuidadosa de cada peça, cara trecho, cada nota para ver qual o valor de cada uma.
E por fim, realmente acho que dizer que jamais deve foi uma bobagem, mas acho que nesse post de agora expliquei as razões pelas quais acho que geralmente não precisamos usar desse artificio de deixar uma coisa escondida para se ouvir a outra. Isso é o jeito facil: tem que ouvir uma voz vamos esconder a outra. Mas tem maneiras mais interessantes de fazer com que uma voz fique em evidencia sem deixar nenhuma outra escondida.
Abraços.
Nem o Pedrassoli nem o Julian Bream tocam a voz do ostinato do estudo 5 pianissimo. Ela permanece ali plenamente audivel, um pouco mais fraca apenas que as outras. E isso quando não está no mesmo patamar de dinâmica.
A primeira vez que me dei conta de que não é preciso essa grande diferença de dinamica para separar planos foi ouvindo gravações do Segóvia. Ele não costumava tocar acompanhamentos em pianissimo. Agente ouve as peças e quase sempre está tudo ali bem audivel. A diferenciação de camadas da peça se da por varios outros fatores como timbre, articulação etc...
O Eduardo Isaac também alertou meu colega que estava tocando a fuga 1 do Brower: Quando entra uma nova voz expondo o tema nao tem que marcar ela, tocar fortíssimo. Basta todas as vozes estarem bem tocadas, niticas corretamente articuladas que se vai ouvir a exposição. Se quiser da para colocar um pouco mais de dinamica aqui e ali, mas nada de exagero.
Na verdade é preciso fazer uma analise cuidadosa de cada peça, cara trecho, cada nota para ver qual o valor de cada uma.
E por fim, realmente acho que dizer que jamais deve foi uma bobagem, mas acho que nesse post de agora expliquei as razões pelas quais acho que geralmente não precisamos usar desse artificio de deixar uma coisa escondida para se ouvir a outra. Isso é o jeito facil: tem que ouvir uma voz vamos esconder a outra. Mas tem maneiras mais interessantes de fazer com que uma voz fique em evidencia sem deixar nenhuma outra escondida.
Abraços.
#6
Postado 31 julho 2006 - 21:21
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Alvaro Henrique - http://www.alvarohenrique.com
Associação de Violão de Brasília (BRAVIO): http://www.bravio.blogspot.com - Confira: http://www.impostometro.org.br/
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#7
Postado 01 agosto 2006 - 12:29
O melhor é poder distacar bem as vozes em questão com clareza , e evitar que elas saiam de forma única comprometendo o efeito contraponístico.Assim que as vozes soarem com as devidas notas, cada uma em seu lugar pode-se dizer que a execução ocorreu bem.
Bons estudo.
Bons estudo.
#8
Postado 01 agosto 2006 - 16:32
Para hacer oir con claridad las sucesivas entradas de una fuga o un canon, basta con destacar un poco las primeras notas de cada voz. El oido mínimamente despierto ya puede seguir a partir de ahí el resto del tema. El problema es cuando el comienzo de cada entrada queda confuso. Entonces no se oye con claridad si esa es una nueva voz o un desarrollo de otra.
Tambien es importante mantener una articulación individual para cada voz. Escuchando el Clave Bien Temperado por Glenn Gould se puede hacer una idea de esto.
Juan Carlos
Tambien es importante mantener una articulación individual para cada voz. Escuchando el Clave Bien Temperado por Glenn Gould se puede hacer una idea de esto.
Juan Carlos











