Reverb natural
Criado por Rodrigo Selis, 15 Out 2007 20:38
12 respostas neste tópico
#1
Postado 15 outubro 2007 - 20:38
Acho que todo mundo aqui já experimentou a sensação mágica de tocar violão no banheiro (!).
Não pelo gosto estranho de tocar no banheiro, mais pelo reverb que aquele ambiente proporciona. E em cada banheiro o reverb é diferente. ehehehe
Tocar em uma gruta tbm, é sinistro, tocando as BWM de Bach. O som que escutamos é um reberb com eco.
Já experimentaram algum outro ambiente que possui reberb natural?
Não pelo gosto estranho de tocar no banheiro, mais pelo reverb que aquele ambiente proporciona. E em cada banheiro o reverb é diferente. ehehehe
Tocar em uma gruta tbm, é sinistro, tocando as BWM de Bach. O som que escutamos é um reberb com eco.
Já experimentaram algum outro ambiente que possui reberb natural?
Paz!
#2
Postado 15 outubro 2007 - 20:53
Rodrigo Selis, em Oct 15 2007, 08:38 PM, disse:
... tocando as BMW de Bach. 
Conta a lenda que no estúdio da Sun Records, onde Elvis gravou seus primeiros singles e
iniciou a história do rock, o reverb vinha de um microfone que fica no corredor que dava para o banheiro, enquanto
a porta do estúdio permanecia aberta.
Dizem que ninguém conseguia imitar o efeito que era todo cercado de sigilo.
Nota: também sou fã de tocar no banheiro!
dany.eudes
#3
Postado 15 outubro 2007 - 21:35
Alguém já experimentou tocar em um ambiente com reberb natural, depois de ter feito uso de substâncias psicoativas?
Paz!
#4
Postado 15 outubro 2007 - 22:12
Substâncias psicoativas LEGAIS, bem entendido...
#5
Postado 15 outubro 2007 - 22:18
Isso tudo envolve muitas coisas. Mas o básico que digo é seguinte: reverb é muito legal, da aquele som cheio e tal, mas a tendencia é embolar tudo. Voce quer um estacatto mas o reverb sustenta. Na mudança de harmonia embola diferentes acordes ao mesmo tempo.
Claro que acustica terrivelmente seca deixa tudo um tanto sem vida, mas reverb em excesso geralmente é um problema ainda maior.
Grande abraço.
Claro que acustica terrivelmente seca deixa tudo um tanto sem vida, mas reverb em excesso geralmente é um problema ainda maior.
Grande abraço.
#6
Postado 15 outubro 2007 - 22:35
Vale lembrar que, segundo reza a lenda e eu particularmente acho plausível, músicos do séc. XVI, XVII e XVII (provavelmente de séculos anteriores também) controlavam o andamento de acordo com a reverberação. Eu não tenho os registros certos, mas parece que em Mozart esse caso é bem comum, por terem sido encontradas diferentes partituras para as mesmas obras com andamentos diferentes, que foram executadas em locais diferentes. Existe uma fartura de casos assim.
Existem violinistas em que se possa reconhecer essa preocupação?!
Existem violinistas em que se possa reconhecer essa preocupação?!
Felipe Magdaleno
#8
#9
Postado 17 outubro 2007 - 11:37
Como assim musicos de Século não sei qual controlam o andamento pelo reverb? Hoje em dia vale o mesmo. Ja tive que cantar tudo mais lento e mais articulado em uma apresentação de um coro que estava cantando em uma igreja com muito eco. Se voce for tocar ao violão uma peça muito rápida e complexa em um ambiente reverberante, se não der uma freada vai embolar tudo. O que acontece é que as salas de concerto em geral não tem reverb excessivo. Até pelo contrário. Mas para tocar em igrejas e outros espaços isso ainda vale.
Outra: Os compositores compunham em diferentes ritmos harmônicos de acordo com a reverberação. Lugares muito reverberantes exivem mudança de harmonia mais lenta. Acustica seca permite rapida mudança harmônica.
Abraços.
Outra: Os compositores compunham em diferentes ritmos harmônicos de acordo com a reverberação. Lugares muito reverberantes exivem mudança de harmonia mais lenta. Acustica seca permite rapida mudança harmônica.
Abraços.
#10
Postado 17 outubro 2007 - 13:28
Pois é, disse isso justamente porque já vi recitais em igreja que o resultado era som embolado, harmonias emboladas. No seu caso o regente pensou na acústica, mas tenho a impressão que nem sempre isso acontece, ao menos no violão. O mesmo vale quando não se tem reverberação alguma. Faz-se fermatas e ralentandos como se não fosse nada estranho aquele buraco no meio da música, como se a fermata fosse simplismente parar o som até onde me der na telha.
Felipe Magdaleno












