Ir para conteúdo


O Ranking do Violão no mundo e no Brasil.


4 respostas neste tópico

#1 Rocha10

    Assiduidade 3

  • Participante
  • PipPipPip
  • 358 posts
  • Gender:Male
  • Location:Fortaleza-Ce
  • Violões:Di Giorgio Master 1985. Reinaldo Araújo 2008 - CD, JM, Ébano.

Postado 21 novembro 2007 - 06:48

:guitar: Aconpanhanda as freqüentes discussões deste fórum, me veio uma curiosidade. Quem seria considerado o melhor violonista em atividade, no mundo? E no Brasil? Li em algum lugar na Net que o Robson Miguel está listado entre os cinco melhores violonistas do Planeta. Isto é fato ou só publicidade? :thumbsupsmiley:
Orlando Rocha.

#2 Dorian Gray

    Assiduidade 3

  • Participante
  • PipPipPip
  • 411 posts
  • Gender:Male
  • Location:Lisboa - Portugal
  • Violões:Samuel Carvalho, Pinho, 2006.

Postado 21 novembro 2007 - 07:01

Na minha humilde opinião um ranking desse seria impraticável. Existem vários violonistas de alto nível em atividade e não vejo como apontar "o melhor".
Sobre o RM nem vale a pena comentar.
"A vida sem música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa, um exílio" - Nietzsche

#3 Victorazzi

    Assiduidade 5

  • Participante
  • PipPipPipPipPip
  • 1663 posts
  • Gender:Male
  • Location:Santos

Postado 21 novembro 2007 - 07:26

Oi Orlando,

Seguindo o que o Dorian falou, na minha humilde visão, isso não dá para fazer.
Não existe. Quer dizer, existe mas não é real.

Algumas revistas insistem em criar esse tipo de pesquisa para premiar, mas não dá para medir isso.
O que dá para fazer, é reconhecer o grande trabalho de alguns músicos, que realmente são geniais e ai você tem grandes nomes.
Nomes esses de pessoas que são responsáveis no seu trabalho de interprete, ensino, pesquisa, divulgação de seu trabalho.



Abraço
Grande Abraço
Victorazzi

victorazzi.wordpress.com

#4 Julian J. Ludwig

    Assiduidade 4

  • Participante
  • PipPipPipPip
  • 982 posts
  • Gender:Male
  • Location:Deutschland
  • Violões:Domingos Domingues 7 Cordas SP/IN
    Wellington Polegário SP/IN

Postado 21 novembro 2007 - 07:41

Não da para saber quem são os melhores.

Mas da para saber que ele não esta no top 5.



Citar

Obs: Paco de Lucia e John Williams figuram com maior popularidade, devido ao fato de seus trabalhos estarem nas trilhas sonoras de filmes campeões de bilheterias e não somente a arte violonistica.


Hahah, com certeza deve ser por isso...



Não tenho nada contra ele, mas sejamos francos né... oras.
Imagem Postada

#5 FZanon

    Moderador

  • Moderador
  • 9189 posts

Postado 21 novembro 2007 - 08:17

Claro que não dá pra falar de "ranking", porque arte não é tênis, mas dá pra falar quais os violonistas que tocam, vendem e ganham mais.
Vamos falar estritamente de violão clássico, o que já nos poupa o trabalho de comentar as mentiras de RM.
É uma pirâmide. Quem está mais no alto ganha mais e tem teoricamente tem mais ofertas de trabalho e mais liberdade de escolha. Quem está mais abaixo progressivamente ganha menos e tem de correr mais atrás para conseguir tocar.
No topo, temos o John Williams, que não sai de casa para um recital por menos de 30 ou 40 mil dólares.
No patamar abaixo, não sei dizer quanto abaixo, Pepe Romero e possivelmente Christopher Parkening e o Angel Romero.
Abaixo destes, mas ainda com um cachê respeitável e muito prestígio, Duo Assad, Manuel Barrueco, Sharon Isbin, possivelmente o David Russell e o Paul Galbraith, Göran Söllscher, Yamashita e talvez mais uns 4 ou 5.
Daí vem o pessoal que depende bastante do circuito de festivais e sociedades de violão, mas que ainda assim tem um calendário sólido ao longo do ano, como o Roland Dyens, o Pavel Steidl e uma pá de ex-vencedores de concursos que estão na faixa dos 30-50 anos. Tem também o pessoal que tem uma carreira mais localizada ou mais voltada para nichos como música contemporânea ou música de câmara, por exemplo o Matts Bergström, o Craig Ogden ou eu mesmo. Normalmente é um pessoal que tem uma posição de ensino como rede de segurança, mas não depende exclusivamente dela.
Daí vem o pessoal que acabou de sair do crivo de concursos e de estréias e tem que sair à batalha, e normalmente toca pelo que se oferecer.