Pessoal, estou tentando montar uma linha do tempo, mas preciso da ajuda de vocês.
Quais foram os primeiros luthiers de que se tem noticia no Brasil?
Existiram luthiers conhecidos pré- Di GIorgio, Gianinni e Del Vechio?
Traçando um esboço rápido, me parece que a luteria por aqui teve as 3 fábricas citadas, posteriormente surgindo o Dornelas, o Sugiyama e o Abreu. Esses são os pioneiros? Alguém sabe os anos em que eles começaram, pelo menos aproximadamente?
Enfim, aceito todo tipo de ajuda.
História da Luteria Brasileira
Criado por huh, 10 Jun 2008 14:01
45 respostas neste tópico
#2
Postado 10 junho 2008 - 14:07
huh, em Jun 10 2008, 02:01 PM, disse:
Pessoal, estou tentando montar uma linha do tempo, mas preciso da ajuda de vocês.
Quais foram os primeiros luthiers de que se tem noticia no Brasil?
Existiram luthiers conhecidos pré- Di GIorgio, Gianinni e Del Vechio?
Traçando um esboço rápido, me parece que a luteria por aqui teve as 3 fábricas citadas, posteriormente surgindo o Dornelas, o Sigiyama e o Abreu. Esses são os pioneiros? Alguém sabe os anos em que eles começaram, pelo menos aproximadamente?
Enfim, aceito todo tipo de ajuda.
Quais foram os primeiros luthiers de que se tem noticia no Brasil?
Existiram luthiers conhecidos pré- Di GIorgio, Gianinni e Del Vechio?
Traçando um esboço rápido, me parece que a luteria por aqui teve as 3 fábricas citadas, posteriormente surgindo o Dornelas, o Sigiyama e o Abreu. Esses são os pioneiros? Alguém sabe os anos em que eles começaram, pelo menos aproximadamente?
Enfim, aceito todo tipo de ajuda.
Oi Samuel,
Você já ouviu os programas? O áudio do primeiro ainda não está disponível, mas o segundo (pr. 114) está aqui
http://www.mediafire.com/?uyq1rmxy4ku
http://vcfz.blogspot...01_archive.html
#3
Postado 10 junho 2008 - 14:16
Pois é, justamente o primeiro, que deve falar um pouco do periodo cinzento, é o que não ouvi.
Depois do surgimento do Sugiyama e Abreu, as coisas ficam razoavelmente conhecidas, mas antes disso, não encontro informações, fica tudo meio nebuloso. Será que realmente eram somente as fábricas, e antes delas nada? Imagino que a imigração italiana da virada do sécula XIX pro XX trouxe os luthiers italianos pra cá, num processo semelhante ao que ocorreu nos EUA com os alemães e italianos. Daí surgiram as fábricas.
Mas e nesse periodo, algum nome individual se destacou? Antes disso, não se fazia violão no Brasil?
Depois do surgimento do Sugiyama e Abreu, as coisas ficam razoavelmente conhecidas, mas antes disso, não encontro informações, fica tudo meio nebuloso. Será que realmente eram somente as fábricas, e antes delas nada? Imagino que a imigração italiana da virada do sécula XIX pro XX trouxe os luthiers italianos pra cá, num processo semelhante ao que ocorreu nos EUA com os alemães e italianos. Daí surgiram as fábricas.
Mas e nesse periodo, algum nome individual se destacou? Antes disso, não se fazia violão no Brasil?
Samuel Huh
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
#4
Postado 10 junho 2008 - 16:03
Oi Samuel,
O programa não tem profundidade alguma, porque o espaço curto mal dá tempo de citar os principais. A luteria pré 1900 no Brasil ainda não está devidamente estudada, que eu saiba só o pessoal de instrumentos antigos sabe alguma coisa. Mesmo o Cláudio Arone não sabia muito o que dizer a respeito. Talvez o Luciano ou o Roberto possam dar uma luz. Mas o roteiro do programa vai aqui. Os parágrafos com minutagem no começo são extraídos da entrevista com o Arone. Perdoe os erros de datilografia na entrevista, não sou eu quem faz isso, e quem faz é com muita pressa.
Sabendo-se que os jesuítas já trouxeram instrumentos similares ao violão no séc XVI e que a literatura dos séculos seguintes a todo momento menciona violões, nossa conversa começou notando a escassez de instrumentos históricos preservados no Brasil.
“01’36” C. Arone – Então eu cheguei a encontrar um instrumento de época incerta mas é uma coisa com cravelha era uma coisa da passagem do secula mas não tinha assinatura não sabia se era um instrumenta nacional ou vindo de Portugal era um violão romântico
“01’52” de seis cordas já mas uma coisa bem rústica provavelmente feito por algum musico, alguma coisa nesse sentido.
“3’50” C. Arone – Então, eu , com relação a isso, um amigo que é um luther de minas andou pesquisando e disse que em alguma coisa em museu mas é um pessoal, o instrumento esta meio restrito, porque esta deteriorando , então é aquela coisa que fica como uma peça de museu.
De fato, há instrumentos que foram encontrados em fazendas em Minas Gerais, por exemplo uma viola de arame feita em 1765 por um certo Vicente em Tiradentes, cuja construção continuou como um modelo para instrumentos feitos até no início do séc XX. Ouviremos uma réplica desse instrumento feita por Roberto Gomes.
É assunto para especulação científica a razão destes isntrumentos não terem sobrevivido.
“”4’18” C. Arone – quando................. provavelmente quando esta na praia assim, com função do calor da umidade e do sal ai ele realmente tende a......mais tambem.....é do uso é uma coisa de uso porque dependo, a gente não sabe se era de um musico realmente
“5’30” C. Arone....a gente não tem ...esquece um pouco da história mas é uma coisa ainda pra ser estudada sabe , porque em minas com certeza tem eu mesmo cheguei a pegar neste violão que eu te falei, então alguém fez. Olha com madeiras nacionais, inclusive o tampo não era europeio o tampo era um cedro nosso o rosa, quer dizer lguem aqui fez.
“9’42” C......porque instrumento isso é gozado as vezes ....era do pai , é uma espécie de dispositivo afetivo o cara nao se desfaz daquilo de jeito nenhum e ninguém fica sabendo porque aquilo fica guardado.
Os primeiros luthiers do Brasil que deixam de ser anônimos são os três imigrantes italianos: Del Vecchio, Di Giorgio e Giannini.
“10’32” C. Arone – É eles chegaram na passagem do século 19 para o 20 e um pouco antes ou depois não se tem certeza. o angelo0 Del vecchio foi catalogado como Luthier no Dicionário Universal dos Luthers da Bélgica, ele esta catalogado como Luther ai a cisa foi crescendo virou uma fabrica mas eram instrumentos de boa qualidade, tanto o Giannini com o Digiorgio , tanto é que os músicos até da decade de 50, 60 tocavam.
Estes luthiers italianos ainda construíam de acordo com os princípios de construção das guitarras do início séc XIX.
“8’46” porque a maioria das estruturas dos violões até a segudna guerra ainda era um estrutura da guitarra romântica da Europa com aquela barra harmônica de baixo do cavalete eles não tinham conhecimento a idéia do Torres .......não incorporado ainda.......
O luthier espanhol Antonio Torres sistematizou o uso de um conjunto de barras finas de madeira, dispostas em forma de leque por baixo do tampo do violão, que disciplina suas vibrações e dá caráter à sua sonoridade.Isso só começaria a ser utilizado no Brasil nos anos 40.Mas nosso primeiro concertista, Américo Giacomino, o Canhoto, fez sua carreira tocando um violão feito por Tranquillo Giannini. Ouviremos o Canhoto tocando nesse violão, seguido por uma gravação moderna feita por Gilson Antunes usando exatamente o mesmo instrumento, que foi gentilmente cedido pelo filho de Canhoto.
Canhoto- Antunes
“16’27” C. Arone – ........ iclusive eu tive um violão Giannini em 1920 ele era feito todinho de madeira brasileira inclusive o tampo, não era de abeto, era um instrumento mais simples, não era o TOP, e era feito com madeira brasileira........
Outro violonista celebérrimo que usou violões Giannini por toda a vida foi Dilermando Reis. Nas fotos da capa ele usava um violão Di Giorgio, mas o instrumento que tocava era um Giannini com cordas de aço, ao contrário de Canhoto, que provavelmente usava cordas de tripa.
Dilermando
Tranqüilo Giannini montou seu atelier em 1900 e ele rapidamente se transformou numa fábrica, na Avenida São João. Nos anos trinta ele já produzia 30 mil instrumentos por ano e ainda hoje a fabrica produz cerca de 120 mil, incluindo instrumentos eletrônicos. Ele chegou a trabalhar em conjunto com Romeo Di Giorgio, um romano que montou sua fábrica em São Paulo em 1908.Hoje o negócio continua nas mãos de seus netos e é líder de mercado, produzindo cerca de 6 mil violões por mês.
Os violões Di Giorgio tiveram um importante papel no desenvolvimento do violão no Brasil. Nos anos 50 e 60 eles patrocinavam não só concertos e publicações, como davam apoio direto a alguns concertistas que os endossavam. Foi o que alavancou o início da carreira do grande concertista Geraldo Ribeiro, que gravou em violões Di Giorgio.
Geraldo
Que instrumentos usavam os concertistas brasileiros até os anos 50?
“11’21” C. Arone – Normelmente os feitos em fabricas , por exemplo o Canhoto usava um Giannni.....pelo próprio porque els não tinham opção e depois tinham um outra coisa a técnica do violonista não era tão exigente quanto a de hoje, hoje o violonista um refino da musicalidade , técnica, postura, mão, unha é uma outra coisa , ate porque eles tocavam , uns tocava com aço outros tocavam com corda de tripa, não havia um esolca.
Os violões di Giorgio também acabaram por definir a sonoridade da bossa-nova..
“19’44” e mas a bossa nova foi uma coisa que pegou no Brasil todo e ficou na moda todo mundo tocar violão com banquinho com festinha ........pelo menos em uma esfera social
“26’51” é como na bossa nova todo mundo queria ter Digiorge que era o violão do joão Gilberto e até hoje tem gnete que .....
João Gilberto
O terceiro luthier desse triunvirato italiano foi o siciliano Ângelo del Vecchio. Ele casou-se em 1900 e, como sua esposa tinha irmãos no Brasil, vieram para cá em lua de mel. Encontraram um ambiente receptivo e decidiram ficar, e ele abriu sua oficina no Largo Riachuelo em 1902. Para evitar os estragos provocados por enchentes, ele mudou-se para a Rua Aurora, com uma loja que existe até hoje e que virou um ponto de encontro de artistas. Angelo del Vecchio teve três filhos: Francisco assumiu a parte comercial, Salvador continuou com a luteria e a filha Lina tornou-se a grande pianista e compositora com o nome de casada Lina Pires de Campos. A casa Del Veccchio tem muitas anedotas. Por exemplo, Francisco era amigo de Segóvia, que sempre o visitava quando vinha a São Paulo. O modelo Segóvia da Del Vecchio tem esse nome com a anuência do próprio. Um de nossos primeiros grandes concertistas, Carlos Barbosa Lima, gravou seus primeiros LPs e deu importantes concertos num violão Del Vecchio, que ele ganhou em troca de remédios que seu pai fornecia para os cavalos de Francisco del Vecchio.
Barbosa Lima
“14’04” C. Arone – na minha opinião é também por causa do crescimento musical brasileiro. Por que a musica brasileira é o violão, né, os pianistas não gostam que digam muito isso mas o violão faz parte não só do Brasil,como da Argentina , dos Estados Unidos, o violão vem desde as camadas pobres né,
“15’01” as rádios usaram até final da década de 60, então era comum, e todo mundo tinha que ter um violão em casa, então o problema do consumo, e as fabricas faziam bom instrumentos.
Outro violonista que ajudou a firmar a reputação dos violões Del Vecchio foi Paulinho Nogueira, que usou um del Vecchio dos anos 20 por toda sua carreira.
Paulinho Nogueira
No Rio de Janeiro, a loja Bandolim de Ouro tinha instrumentos de fabricação própria, chamados Do Souto.
“8’01” Nos temos a história do Ro de janeiro no Souto no bandolim de ouro o , era o Silvestre era o Luther que trabalhava na ...
“8’14” ele fez um sete cordas para o Dino e já esta na historio o sete cordas .;...........................embora existisse na Rússia em outros lugares mas da forma que é tocado na afinação é no Brasil .
“12’36” C. Arone –......São eles costumam a usar uma corda de cello, eu não sei se é a terceira orda do cello ..........eles costumamm usar um corda de cello até hoje inclusive , apesar que existe um fabria que a alguns anos que deselvove uma corda.
“13’01” ali não tanto o problema da corda é do instruemnto o isntrumento teria que ser maior teria que ter um caixa acústica maior pra dar aquele freqüência baixa como o cello;......... Por isse que qles usam a dedeira e descem a mão.
Até o exigente duo Abreu chegou a dar recitais em violões do Souto antes de adquirirem seus Hauser, mas os violões de 7 cordas do Souto feitos pelo Silvestre hoje têm uma aura mítica e são bastante valorizados. O maior de nossos 7 cordas, o Dino, sempre usou Do Souto.
Rafael e Dino
O programa não tem profundidade alguma, porque o espaço curto mal dá tempo de citar os principais. A luteria pré 1900 no Brasil ainda não está devidamente estudada, que eu saiba só o pessoal de instrumentos antigos sabe alguma coisa. Mesmo o Cláudio Arone não sabia muito o que dizer a respeito. Talvez o Luciano ou o Roberto possam dar uma luz. Mas o roteiro do programa vai aqui. Os parágrafos com minutagem no começo são extraídos da entrevista com o Arone. Perdoe os erros de datilografia na entrevista, não sou eu quem faz isso, e quem faz é com muita pressa.
Sabendo-se que os jesuítas já trouxeram instrumentos similares ao violão no séc XVI e que a literatura dos séculos seguintes a todo momento menciona violões, nossa conversa começou notando a escassez de instrumentos históricos preservados no Brasil.
“01’36” C. Arone – Então eu cheguei a encontrar um instrumento de época incerta mas é uma coisa com cravelha era uma coisa da passagem do secula mas não tinha assinatura não sabia se era um instrumenta nacional ou vindo de Portugal era um violão romântico
“01’52” de seis cordas já mas uma coisa bem rústica provavelmente feito por algum musico, alguma coisa nesse sentido.
“3’50” C. Arone – Então, eu , com relação a isso, um amigo que é um luther de minas andou pesquisando e disse que em alguma coisa em museu mas é um pessoal, o instrumento esta meio restrito, porque esta deteriorando , então é aquela coisa que fica como uma peça de museu.
De fato, há instrumentos que foram encontrados em fazendas em Minas Gerais, por exemplo uma viola de arame feita em 1765 por um certo Vicente em Tiradentes, cuja construção continuou como um modelo para instrumentos feitos até no início do séc XX. Ouviremos uma réplica desse instrumento feita por Roberto Gomes.
É assunto para especulação científica a razão destes isntrumentos não terem sobrevivido.
“”4’18” C. Arone – quando................. provavelmente quando esta na praia assim, com função do calor da umidade e do sal ai ele realmente tende a......mais tambem.....é do uso é uma coisa de uso porque dependo, a gente não sabe se era de um musico realmente
“5’30” C. Arone....a gente não tem ...esquece um pouco da história mas é uma coisa ainda pra ser estudada sabe , porque em minas com certeza tem eu mesmo cheguei a pegar neste violão que eu te falei, então alguém fez. Olha com madeiras nacionais, inclusive o tampo não era europeio o tampo era um cedro nosso o rosa, quer dizer lguem aqui fez.
“9’42” C......porque instrumento isso é gozado as vezes ....era do pai , é uma espécie de dispositivo afetivo o cara nao se desfaz daquilo de jeito nenhum e ninguém fica sabendo porque aquilo fica guardado.
Os primeiros luthiers do Brasil que deixam de ser anônimos são os três imigrantes italianos: Del Vecchio, Di Giorgio e Giannini.
“10’32” C. Arone – É eles chegaram na passagem do século 19 para o 20 e um pouco antes ou depois não se tem certeza. o angelo0 Del vecchio foi catalogado como Luthier no Dicionário Universal dos Luthers da Bélgica, ele esta catalogado como Luther ai a cisa foi crescendo virou uma fabrica mas eram instrumentos de boa qualidade, tanto o Giannini com o Digiorgio , tanto é que os músicos até da decade de 50, 60 tocavam.
Estes luthiers italianos ainda construíam de acordo com os princípios de construção das guitarras do início séc XIX.
“8’46” porque a maioria das estruturas dos violões até a segudna guerra ainda era um estrutura da guitarra romântica da Europa com aquela barra harmônica de baixo do cavalete eles não tinham conhecimento a idéia do Torres .......não incorporado ainda.......
O luthier espanhol Antonio Torres sistematizou o uso de um conjunto de barras finas de madeira, dispostas em forma de leque por baixo do tampo do violão, que disciplina suas vibrações e dá caráter à sua sonoridade.Isso só começaria a ser utilizado no Brasil nos anos 40.Mas nosso primeiro concertista, Américo Giacomino, o Canhoto, fez sua carreira tocando um violão feito por Tranquillo Giannini. Ouviremos o Canhoto tocando nesse violão, seguido por uma gravação moderna feita por Gilson Antunes usando exatamente o mesmo instrumento, que foi gentilmente cedido pelo filho de Canhoto.
Canhoto- Antunes
“16’27” C. Arone – ........ iclusive eu tive um violão Giannini em 1920 ele era feito todinho de madeira brasileira inclusive o tampo, não era de abeto, era um instrumento mais simples, não era o TOP, e era feito com madeira brasileira........
Outro violonista celebérrimo que usou violões Giannini por toda a vida foi Dilermando Reis. Nas fotos da capa ele usava um violão Di Giorgio, mas o instrumento que tocava era um Giannini com cordas de aço, ao contrário de Canhoto, que provavelmente usava cordas de tripa.
Dilermando
Tranqüilo Giannini montou seu atelier em 1900 e ele rapidamente se transformou numa fábrica, na Avenida São João. Nos anos trinta ele já produzia 30 mil instrumentos por ano e ainda hoje a fabrica produz cerca de 120 mil, incluindo instrumentos eletrônicos. Ele chegou a trabalhar em conjunto com Romeo Di Giorgio, um romano que montou sua fábrica em São Paulo em 1908.Hoje o negócio continua nas mãos de seus netos e é líder de mercado, produzindo cerca de 6 mil violões por mês.
Os violões Di Giorgio tiveram um importante papel no desenvolvimento do violão no Brasil. Nos anos 50 e 60 eles patrocinavam não só concertos e publicações, como davam apoio direto a alguns concertistas que os endossavam. Foi o que alavancou o início da carreira do grande concertista Geraldo Ribeiro, que gravou em violões Di Giorgio.
Geraldo
Que instrumentos usavam os concertistas brasileiros até os anos 50?
“11’21” C. Arone – Normelmente os feitos em fabricas , por exemplo o Canhoto usava um Giannni.....pelo próprio porque els não tinham opção e depois tinham um outra coisa a técnica do violonista não era tão exigente quanto a de hoje, hoje o violonista um refino da musicalidade , técnica, postura, mão, unha é uma outra coisa , ate porque eles tocavam , uns tocava com aço outros tocavam com corda de tripa, não havia um esolca.
Os violões di Giorgio também acabaram por definir a sonoridade da bossa-nova..
“19’44” e mas a bossa nova foi uma coisa que pegou no Brasil todo e ficou na moda todo mundo tocar violão com banquinho com festinha ........pelo menos em uma esfera social
“26’51” é como na bossa nova todo mundo queria ter Digiorge que era o violão do joão Gilberto e até hoje tem gnete que .....
João Gilberto
O terceiro luthier desse triunvirato italiano foi o siciliano Ângelo del Vecchio. Ele casou-se em 1900 e, como sua esposa tinha irmãos no Brasil, vieram para cá em lua de mel. Encontraram um ambiente receptivo e decidiram ficar, e ele abriu sua oficina no Largo Riachuelo em 1902. Para evitar os estragos provocados por enchentes, ele mudou-se para a Rua Aurora, com uma loja que existe até hoje e que virou um ponto de encontro de artistas. Angelo del Vecchio teve três filhos: Francisco assumiu a parte comercial, Salvador continuou com a luteria e a filha Lina tornou-se a grande pianista e compositora com o nome de casada Lina Pires de Campos. A casa Del Veccchio tem muitas anedotas. Por exemplo, Francisco era amigo de Segóvia, que sempre o visitava quando vinha a São Paulo. O modelo Segóvia da Del Vecchio tem esse nome com a anuência do próprio. Um de nossos primeiros grandes concertistas, Carlos Barbosa Lima, gravou seus primeiros LPs e deu importantes concertos num violão Del Vecchio, que ele ganhou em troca de remédios que seu pai fornecia para os cavalos de Francisco del Vecchio.
Barbosa Lima
“14’04” C. Arone – na minha opinião é também por causa do crescimento musical brasileiro. Por que a musica brasileira é o violão, né, os pianistas não gostam que digam muito isso mas o violão faz parte não só do Brasil,como da Argentina , dos Estados Unidos, o violão vem desde as camadas pobres né,
“15’01” as rádios usaram até final da década de 60, então era comum, e todo mundo tinha que ter um violão em casa, então o problema do consumo, e as fabricas faziam bom instrumentos.
Outro violonista que ajudou a firmar a reputação dos violões Del Vecchio foi Paulinho Nogueira, que usou um del Vecchio dos anos 20 por toda sua carreira.
Paulinho Nogueira
No Rio de Janeiro, a loja Bandolim de Ouro tinha instrumentos de fabricação própria, chamados Do Souto.
“8’01” Nos temos a história do Ro de janeiro no Souto no bandolim de ouro o , era o Silvestre era o Luther que trabalhava na ...
“8’14” ele fez um sete cordas para o Dino e já esta na historio o sete cordas .;...........................embora existisse na Rússia em outros lugares mas da forma que é tocado na afinação é no Brasil .
“12’36” C. Arone –......São eles costumam a usar uma corda de cello, eu não sei se é a terceira orda do cello ..........eles costumamm usar um corda de cello até hoje inclusive , apesar que existe um fabria que a alguns anos que deselvove uma corda.
“13’01” ali não tanto o problema da corda é do instruemnto o isntrumento teria que ser maior teria que ter um caixa acústica maior pra dar aquele freqüência baixa como o cello;......... Por isse que qles usam a dedeira e descem a mão.
Até o exigente duo Abreu chegou a dar recitais em violões do Souto antes de adquirirem seus Hauser, mas os violões de 7 cordas do Souto feitos pelo Silvestre hoje têm uma aura mítica e são bastante valorizados. O maior de nossos 7 cordas, o Dino, sempre usou Do Souto.
Rafael e Dino
#5
Postado 10 junho 2008 - 17:06
Legal Zanon, tem alguns dados de referência bem interessantes, valeu!
Pelo visto, antes do seculo XX, temos poucas informações. Alguém sabe se existe algum museu qie possua istruemntos antigos brasileiros?
Depois das grandes fábricas italianas, me parece que basicamente os luthiers que surgiram o fizeram depois de um periodo de aprendizado nelas. Como o Abreu fazendo tampos pra Giannini.
Esse tipo de informação acho que só mesmo avaliando instrumentos antigos, mas pelo visto temos poucos sobreviventes.
Pelo visto, antes do seculo XX, temos poucas informações. Alguém sabe se existe algum museu qie possua istruemntos antigos brasileiros?
Depois das grandes fábricas italianas, me parece que basicamente os luthiers que surgiram o fizeram depois de um periodo de aprendizado nelas. Como o Abreu fazendo tampos pra Giannini.
Esse tipo de informação acho que só mesmo avaliando instrumentos antigos, mas pelo visto temos poucos sobreviventes.
Samuel Huh
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
#6
Postado 10 junho 2008 - 18:44
Estou corrido, não li o texto do Zanon, mas tem que ter o Silvestre, o cara que deu a forma final ao cavaco e ao bandolim de choro, bem como ao sete cordas de choro.
#7
Postado 10 junho 2008 - 20:10
Oi, Huh.
O Roberto Gomes, se não me engano, publicou um artigo na revista Violão Intercâmbio em que ele traça todo um histórico sobre a história da lutheria no Brasil. Vou procurar e depois te passo mais informações.
Muito em breve (acho que já no mês que vem) será publicado um livro sobre a história da fábrica de violões Di Giorgio. Há informações interessantes, mas eu realmente não sei como vai ficar o conteúdo final. Lembrando que o Di Giorgio tem estreita relação com o Giannini.
Já sobre a Del Vecchio, seria interessante dar uma passada na loja da rua Aurora (centro de São Paulo). Lá eles podem dar maiores informações sobre a história desses violões.
Antes de 1900, eu sei que a família Levy (Alexandre e Luiz) tinha uma loja importante na capital paulista, e eles importavam violões para cá. Eu encontrei, num livro sobre a vida do poeta Álvares de Azevedo (do qual eu sou fã desde a minha adolescência), uma fotografia histórica de 1860 (um daguerreotipo, na verdade) de um grupo formado por 2 violões, oficleide e clarinete (acho que era essa a formação) em que o próprio Luiz Levy aparece segurando um violão, apontando para a palavra "cynismo" (com essa grafia) na parede. A mão desse violão lembra a do Torres, e a mão do violão do outro violonista que está sentado é arredondada, como nas guitarras clássicas.
Outra coisa: há informações sobre o violão no Brasil desde a chegada dos jesuítas para a catequisação, no século XVI, e pelas informações dos viajantes literatos sabe-se que o violão sempre esteve em voga por aqui. Mas provavelmente a primeira fábrica foi mesmo a do Giannini em 1900 e a do Di Giorgio em 1908. Antes disso os violões encontrados por aqui vieram provavelmente do estrangeiro. Mas, enfim, é uma excelente (e necessária) pesquisa a ser feita, e uma simples informação pode vir a elucidar muitas outras coisas.
Abraço
Gilson Antunes
PS: Acabei de checar as informações da Violão Intercâmbio. O artigo saiu no número 6, de julho/agosto de 1994, e se chama "Lutheria do Violão no Brasil e seus Problemas Atuais". O Roberto faz um pequeno apanhado dos violões brasileiros e fala basicamente sobre o que o título indica, sugerindo também, quando da criação de uma Associação Violonística Brasileira, a inclusão também dos luthiers.
O Roberto Gomes, se não me engano, publicou um artigo na revista Violão Intercâmbio em que ele traça todo um histórico sobre a história da lutheria no Brasil. Vou procurar e depois te passo mais informações.
Muito em breve (acho que já no mês que vem) será publicado um livro sobre a história da fábrica de violões Di Giorgio. Há informações interessantes, mas eu realmente não sei como vai ficar o conteúdo final. Lembrando que o Di Giorgio tem estreita relação com o Giannini.
Já sobre a Del Vecchio, seria interessante dar uma passada na loja da rua Aurora (centro de São Paulo). Lá eles podem dar maiores informações sobre a história desses violões.
Antes de 1900, eu sei que a família Levy (Alexandre e Luiz) tinha uma loja importante na capital paulista, e eles importavam violões para cá. Eu encontrei, num livro sobre a vida do poeta Álvares de Azevedo (do qual eu sou fã desde a minha adolescência), uma fotografia histórica de 1860 (um daguerreotipo, na verdade) de um grupo formado por 2 violões, oficleide e clarinete (acho que era essa a formação) em que o próprio Luiz Levy aparece segurando um violão, apontando para a palavra "cynismo" (com essa grafia) na parede. A mão desse violão lembra a do Torres, e a mão do violão do outro violonista que está sentado é arredondada, como nas guitarras clássicas.
Outra coisa: há informações sobre o violão no Brasil desde a chegada dos jesuítas para a catequisação, no século XVI, e pelas informações dos viajantes literatos sabe-se que o violão sempre esteve em voga por aqui. Mas provavelmente a primeira fábrica foi mesmo a do Giannini em 1900 e a do Di Giorgio em 1908. Antes disso os violões encontrados por aqui vieram provavelmente do estrangeiro. Mas, enfim, é uma excelente (e necessária) pesquisa a ser feita, e uma simples informação pode vir a elucidar muitas outras coisas.
Abraço
Gilson Antunes
PS: Acabei de checar as informações da Violão Intercâmbio. O artigo saiu no número 6, de julho/agosto de 1994, e se chama "Lutheria do Violão no Brasil e seus Problemas Atuais". O Roberto faz um pequeno apanhado dos violões brasileiros e fala basicamente sobre o que o título indica, sugerindo também, quando da criação de uma Associação Violonística Brasileira, a inclusão também dos luthiers.
#8
Postado 10 junho 2008 - 20:47
Gilson, muito legais as informações.
Você saberia me indicar qual foi o livro com o daguerreótipo dos violões? Imagino que, pela época, devem ser guitarras românticas no estilo espanhol e provavelmente francês. Se eu olhasse a foto, provavelmente saberia identificar as escolas.
A guitarra mais antiga sobrevivente atualmente é uma guitarra de 5 ordens duplas portuguesa, com corpo menor que as guitarras barrocas convencionais, datada de 1581, pelo construtor Belchior Dias. Um instrumento provavelmente afinado com a aguda em lá, aparentemente de transição entre instrumentos de 4 ordens e os de 5 com afinação em Mi. Enfim, estou citando isso pois essa guitarra é feita com fundo e laterais de madeiras brasileiras, o que é pitoresco, e é um indício de que havia uma escola de construção em Portugal na época da colonização. O que pode abrir a possibilidade de ter havido guitarras trazidas ao Brasil por portugueses, especialmente jesuítas, conforme comentado.
E pra mim, é muito lógico que as guitarras barrocas trazidas tenham originado a viola caipira, visto que ambas possuem 5 ordens duplas e formato de corpo muito semelhante.
Talvez, até mesma pela inexistência de uma luteria portuguesa, ao menos até onde sei, na fase da adoção das guitarras de 6 cordas simples (1a. metade do século XIX), realmente os violões existentes no Brasil fossem trazidos do exterior, e não construídos aqui. Acho que se havia luteria de guitarras barrocas (ou já de violas caipiras), provavelmente era restrita a regiões afastadas dos grandes centros. Não duvido que na época houvesse uma cultura de valorização francesa/européia, que desfavorecesse a adoção de instrumentos nacionais. Além disso, soma-se o fato de que a profissão de luthier (assim com a de moveleiro) era extremamente regulada na Europa, fechada a novos nomes a não ser que a classe incluísse novos aprendizes no seu corporativismo. Isso pode explicar a dificuldade de disseminação da profissão em países de colonização como o Brasil, a não ser que um luthier emigrasse.
Na imigração italiana, no final do século XIX, imagino que foi a primeira vez que houve a oportunidade do Brasil receber profissionais de luteria de algum dos centros (Espanha, Viena, França e Itália) de guitarra romântica. Desconheço movimentos massivos de imigração espanhola, austríaca ou francesa ao Brasil antes disso.
Imagino que os italianos aqui no Brasil fizessem instrumentos baseados na escola italiana de construção, sem leque, e com um corpo influenciado pelos vienenses. E que fora isso, muitos instrumentos fossem importados da França, por ser um grande centro produtor e exportador no periodo.
E também suponho que a escola espanhola só chegou mesmo por aqui com a disseminação do estilo Torres. Fazendo as fábricas adotarem esse tipo de construção.
Enfim, pra comprovar, só mesmo achando documentos, fotos, instrumentos antigos, ou outros dados que dêem alguma perspectiva à essas minhas suposições.
Por hora, eu tenho a inclinação a crer em 2 movimentos de importação das guitarras ao Brasil. Um proveniente dos portugueses, da guitarra barroca e violas portuguesas (de diferentes regiões), que deu origem à viola caipira que passou a ser construída aqui, desde os tempos de colônia. E outro do final do século XIX, que culminou com a chegada dos italianos, já do violão com 6 cordas na transição do romântico para o moderno.
Você saberia me indicar qual foi o livro com o daguerreótipo dos violões? Imagino que, pela época, devem ser guitarras românticas no estilo espanhol e provavelmente francês. Se eu olhasse a foto, provavelmente saberia identificar as escolas.
A guitarra mais antiga sobrevivente atualmente é uma guitarra de 5 ordens duplas portuguesa, com corpo menor que as guitarras barrocas convencionais, datada de 1581, pelo construtor Belchior Dias. Um instrumento provavelmente afinado com a aguda em lá, aparentemente de transição entre instrumentos de 4 ordens e os de 5 com afinação em Mi. Enfim, estou citando isso pois essa guitarra é feita com fundo e laterais de madeiras brasileiras, o que é pitoresco, e é um indício de que havia uma escola de construção em Portugal na época da colonização. O que pode abrir a possibilidade de ter havido guitarras trazidas ao Brasil por portugueses, especialmente jesuítas, conforme comentado.
E pra mim, é muito lógico que as guitarras barrocas trazidas tenham originado a viola caipira, visto que ambas possuem 5 ordens duplas e formato de corpo muito semelhante.
Talvez, até mesma pela inexistência de uma luteria portuguesa, ao menos até onde sei, na fase da adoção das guitarras de 6 cordas simples (1a. metade do século XIX), realmente os violões existentes no Brasil fossem trazidos do exterior, e não construídos aqui. Acho que se havia luteria de guitarras barrocas (ou já de violas caipiras), provavelmente era restrita a regiões afastadas dos grandes centros. Não duvido que na época houvesse uma cultura de valorização francesa/européia, que desfavorecesse a adoção de instrumentos nacionais. Além disso, soma-se o fato de que a profissão de luthier (assim com a de moveleiro) era extremamente regulada na Europa, fechada a novos nomes a não ser que a classe incluísse novos aprendizes no seu corporativismo. Isso pode explicar a dificuldade de disseminação da profissão em países de colonização como o Brasil, a não ser que um luthier emigrasse.
Na imigração italiana, no final do século XIX, imagino que foi a primeira vez que houve a oportunidade do Brasil receber profissionais de luteria de algum dos centros (Espanha, Viena, França e Itália) de guitarra romântica. Desconheço movimentos massivos de imigração espanhola, austríaca ou francesa ao Brasil antes disso.
Imagino que os italianos aqui no Brasil fizessem instrumentos baseados na escola italiana de construção, sem leque, e com um corpo influenciado pelos vienenses. E que fora isso, muitos instrumentos fossem importados da França, por ser um grande centro produtor e exportador no periodo.
E também suponho que a escola espanhola só chegou mesmo por aqui com a disseminação do estilo Torres. Fazendo as fábricas adotarem esse tipo de construção.
Enfim, pra comprovar, só mesmo achando documentos, fotos, instrumentos antigos, ou outros dados que dêem alguma perspectiva à essas minhas suposições.
Por hora, eu tenho a inclinação a crer em 2 movimentos de importação das guitarras ao Brasil. Um proveniente dos portugueses, da guitarra barroca e violas portuguesas (de diferentes regiões), que deu origem à viola caipira que passou a ser construída aqui, desde os tempos de colônia. E outro do final do século XIX, que culminou com a chegada dos italianos, já do violão com 6 cordas na transição do romântico para o moderno.
Samuel Huh
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
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#9
Postado 10 junho 2008 - 21:06
Queria chamar a atenção para este parágrafo:
De fato, há instrumentos que foram encontrados em fazendas em Minas Gerais, por exemplo uma viola de arame feita em 1765 por um certo Vicente em Tiradentes, cuja construção continuou como um modelo para instrumentos feitos até no início do séc XX. Ouviremos uma réplica desse instrumento feita por Roberto Gomes.
O Roberto fez uma cópia dessa viola, que é em tudo igual a uma viola caipira do séc XX, para o Edelton e a Gisela usarem nos discos que fizeram de música brasileira do século XIX.
Depois escaneio a foto e coloco aqui.
Eu tenho o palpite de que não se importava muito, não. Vocês provavelmente conhecem a lenda do guaraná, em que um espanhol perdido no mato corta umas madeiras e faz um instrumento pra espantar a solidão. O violão é um instrumento relativamente simples de se construir mal, vejam as violas de cocho por exemplo.
Meu palpite é que havia gente fazendo aqui, de uma forma totalmente intuitiva. O problema é achar esses instrumentos. Não parece muito prático, inclusive, que todos os instrumentos usados nas orquestras e liras das cidades históricas como Mariana ou São João viessem de fora; tinha de haver alguém construindo ali também.
Talvez o Roberto Gomes possa elucidar alguma coisa, já que ele morou em São João del Rey.
De fato, há instrumentos que foram encontrados em fazendas em Minas Gerais, por exemplo uma viola de arame feita em 1765 por um certo Vicente em Tiradentes, cuja construção continuou como um modelo para instrumentos feitos até no início do séc XX. Ouviremos uma réplica desse instrumento feita por Roberto Gomes.
O Roberto fez uma cópia dessa viola, que é em tudo igual a uma viola caipira do séc XX, para o Edelton e a Gisela usarem nos discos que fizeram de música brasileira do século XIX.
Depois escaneio a foto e coloco aqui.
Eu tenho o palpite de que não se importava muito, não. Vocês provavelmente conhecem a lenda do guaraná, em que um espanhol perdido no mato corta umas madeiras e faz um instrumento pra espantar a solidão. O violão é um instrumento relativamente simples de se construir mal, vejam as violas de cocho por exemplo.
Meu palpite é que havia gente fazendo aqui, de uma forma totalmente intuitiva. O problema é achar esses instrumentos. Não parece muito prático, inclusive, que todos os instrumentos usados nas orquestras e liras das cidades históricas como Mariana ou São João viessem de fora; tinha de haver alguém construindo ali também.
Talvez o Roberto Gomes possa elucidar alguma coisa, já que ele morou em São João del Rey.
#10
Postado 10 junho 2008 - 21:22
Realmente, me parece correto que houve algum movimento de luteria informal das violas por aqui. A prova disso é realmente esse instrumento de 1765.
Mas talvez a hipótese de que o violão como o conhecemos, com 6 cordas, tenha sido inserido através de importação e posterior imigração italiana, enquanto que a luteria de viola caipira continou paralelamente, seja bastante provável.
Ou seja, o Brasil não teria sofrido uma fase de transição da luteria, o que me parece até lógico. AO contrário, teve uma fase originada pela vinda dos instrumentos portugueses, gerando a luteria de violas. E outra fase onde houve uma "atualização", com a chegada dos instrumentos europeus do século XIX.
Os portugueses tinham as suas violas sempre consigo, tanto é que o ukulelê havaiano parece ter sido uma variação de uma espécie de instrumento português semelhante ao cavaquinho, de quando alguns portugueses navegaram por lá.
Alguém sabe como consigo falar com os jesuítas, pra ver se existem registros e inventários do que foi levado ao Brasil na fase da colonização?
Espero que o Roberto Gomes apareça por aqui.
Mas talvez a hipótese de que o violão como o conhecemos, com 6 cordas, tenha sido inserido através de importação e posterior imigração italiana, enquanto que a luteria de viola caipira continou paralelamente, seja bastante provável.
Ou seja, o Brasil não teria sofrido uma fase de transição da luteria, o que me parece até lógico. AO contrário, teve uma fase originada pela vinda dos instrumentos portugueses, gerando a luteria de violas. E outra fase onde houve uma "atualização", com a chegada dos instrumentos europeus do século XIX.
Os portugueses tinham as suas violas sempre consigo, tanto é que o ukulelê havaiano parece ter sido uma variação de uma espécie de instrumento português semelhante ao cavaquinho, de quando alguns portugueses navegaram por lá.
Alguém sabe como consigo falar com os jesuítas, pra ver se existem registros e inventários do que foi levado ao Brasil na fase da colonização?
Espero que o Roberto Gomes apareça por aqui.
Samuel Huh
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
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