Ola a todos, tenho um estudio e estou investindo em equipamentos especificos para gravação de violão, no caso o violão de concerto, sem blug, logo que eu também sou violonista e tenho uma preferencia pela "música de concerto", já conversei com grandes engenheiros e não há consenso sobre os equipamentos, principalmente os microfones, uns preferem o AKG 414, outros o Neumanm etc... enfim, não quero entrar em detalhes para não induzir vocês, na verdade o que eu quero e ter uma visão geral dos violonistas que encararam esse desafio da gravação, suas preferencias e seus traumas pois não quero fazer feio na hora de gravar.
Também não podemos esquecer do local a ser gravado, se preferem em teatros, estudios, pequenas salas, se preferem gravar tudo a vera ou estão acostumados com aqueles cortesinhos, gravações de frases separadas, em fim, todas essas coisas que podem acontecer no processo de gravação.
Desde de já agradesso.
Comentem.
Violão em Gravações
Criado por Átila de Carvalho, 26 Set 2008 11:00
34 respostas neste tópico
#1
Postado 26 setembro 2008 - 11:00
#2
Postado 26 setembro 2008 - 11:11
Quanto mais próxima a acústica do estúdio for igual à de uma sala de concertos, mais agradável pra tocar.
Prefiro gravar já com os cortes pré-definidos, em seções. Do contrário perde-se muito tempo repetindo o que já está bom e corremos o risco de ficar cansados ao longo da sessão de gravação.
Você sabe ler partitura, Átila? Cara, é tão bom poder falar pro técnico de som algo como "vou começar do compasso 19" e o cara realmente entende o que a gente acabou de dizer...
Prefiro gravar já com os cortes pré-definidos, em seções. Do contrário perde-se muito tempo repetindo o que já está bom e corremos o risco de ficar cansados ao longo da sessão de gravação.
Você sabe ler partitura, Átila? Cara, é tão bom poder falar pro técnico de som algo como "vou começar do compasso 19" e o cara realmente entende o que a gente acabou de dizer...
Alvaro Henrique - http://www.alvarohenrique.com
Associação de Violão de Brasília (BRAVIO): http://www.bravio.blogspot.com - Confira: http://www.impostometro.org.br/
Associação de Violão de Brasília (BRAVIO): http://www.bravio.blogspot.com - Confira: http://www.impostometro.org.br/
#3
Postado 26 setembro 2008 - 17:56
Sei sim, na verdade eu sou músico e também sou sócio num estudio, mas sobre o equipamento usado, tu tem alguma preferencia, ou indicações?
Acho que os violonistas no brasil ainda não teem grandes preocupações quanto a qualidade de gravação, tenho ouvido grandes nomes gravando em grandes estudios e tirando sons que não são do meu agrado, e vejo umas gravações alemas ou Russas e acho muito boas, no brasil existe gente que grava violão muito bem, mas são poucos os violonistas que procuram esse tipo de informação.
Acho que os violonistas no brasil ainda não teem grandes preocupações quanto a qualidade de gravação, tenho ouvido grandes nomes gravando em grandes estudios e tirando sons que não são do meu agrado, e vejo umas gravações alemas ou Russas e acho muito boas, no brasil existe gente que grava violão muito bem, mas são poucos os violonistas que procuram esse tipo de informação.
#4
Postado 26 setembro 2008 - 18:12
Átila de Carvalho, em Sep 26 2008, 05:56 PM, disse:
Acho que os violonistas no brasil ainda não teem grandes preocupações quanto a qualidade de gravação, tenho ouvido grandes nomes gravando em grandes estudios e tirando sons que não são do meu agrado, e vejo umas gravações alemas ou Russas e acho muito boas, no brasil existe gente que grava violão muito bem, mas são poucos os violonistas que procuram esse tipo de informação.
Verdade, Atila.
Talvez esse seja um problema do músico instrumentista (ou cantor) em geral, não necessariamente de violonistas. Ou da formação de tais músicos. Mas desconfio que seja, de fato, um problema mais presente entre o pessoal que trabalha o repertório erudito.
Mas quem aprende sobre microfonação numa faculdade de música no Brasil? Ou mesmo fora? Quando eu fiz minha licenciatura até tivemos acesso a um estúdio legal, mas não tivemos muita experiência com técnica de som. Aprendi mesmo tocando na noite.
O bacharel em violão (ou talvez o estudante de violão em geral) trabalha repertório, mas não aprende nada sobre técnica de som. Não sabe dosar graves num instrumento amplificado, por exemplo. Será que as coisas mudaram nos bacharelados no Brasil?
Alguém pode até argumentar que isso não é parte do métier de um concertista. Eu discordo. Talvez não seja sua total responsabilidade. Mas ter um mínimo de noção do assunto - o que muita gente não tem - acho necessário, sim.
#5
Postado 26 setembro 2008 - 18:44
A instruçao vem com a experiencia. O que falta no Brasil sao tecnicos e produtores de gravaçao com uma boa formaçao musical. Tem muito poucos.
Todo mundo fala das grandes gravaçoes dos grandes pianistas, regentes, etc. Mas, por exemplo, a OSESP sem a equipe da BIS nao conseguiria atingir essa qualidade. Um dos engenheiros tem muito mais noçao de como conduzir a gravaçao que a maioria dos regentes que conheço.
Nao é nenhuma critica. O regente ouve de um ponto de vista, o engenheiro de outro, muito mais distante e relaxado.
De qualquer forma, tanto faz AKG ou Neumann, depende do lugar onde se grava.
De uma forma geral, o estudio tem a vantagem do isolamento, da uniformidade, da possibilidade de continuidade, e da acessibilidade ao equipamento.
A locaçao, normalmente uma igreja ou teatro com pé direito bem alto, tem a vantagem de uma acustiva mais molhada, que relaxa o artista, ja que ele ouve uma acustica similar à que vai estar no disco.
Quanto à maneira de editar, nao existe, hoje, um bom CD que seja gravado direto do começo ao final. Nao existe, nem aqueles que dizem "ao vivo" na capa. As pessoas precisam entender que concerto é concerto, gravaçao é gravaçao. Quem quer cinema nao vai ao teatro. O resultado que se procura é outro.
Todo mundo fala das grandes gravaçoes dos grandes pianistas, regentes, etc. Mas, por exemplo, a OSESP sem a equipe da BIS nao conseguiria atingir essa qualidade. Um dos engenheiros tem muito mais noçao de como conduzir a gravaçao que a maioria dos regentes que conheço.
Nao é nenhuma critica. O regente ouve de um ponto de vista, o engenheiro de outro, muito mais distante e relaxado.
De qualquer forma, tanto faz AKG ou Neumann, depende do lugar onde se grava.
De uma forma geral, o estudio tem a vantagem do isolamento, da uniformidade, da possibilidade de continuidade, e da acessibilidade ao equipamento.
A locaçao, normalmente uma igreja ou teatro com pé direito bem alto, tem a vantagem de uma acustiva mais molhada, que relaxa o artista, ja que ele ouve uma acustica similar à que vai estar no disco.
Quanto à maneira de editar, nao existe, hoje, um bom CD que seja gravado direto do começo ao final. Nao existe, nem aqueles que dizem "ao vivo" na capa. As pessoas precisam entender que concerto é concerto, gravaçao é gravaçao. Quem quer cinema nao vai ao teatro. O resultado que se procura é outro.
#6
Postado 26 setembro 2008 - 23:45
Mas se possivel for, falem mais sobre suas experincias em gravações.
Eu gosto muito dos cds do duo Barbieri-Schneiter produzidos pelo baterista do biquine cavadão, alguns discos dos Irmãos Assad principalmente o Saga dos Migrantes, agora os discos do Marco Pereira apesar deu ouvilos sempre, não curto muito o som dos violões, é claro que é só minha opnião e não a verdade absoluta.
Eu gosto muito dos cds do duo Barbieri-Schneiter produzidos pelo baterista do biquine cavadão, alguns discos dos Irmãos Assad principalmente o Saga dos Migrantes, agora os discos do Marco Pereira apesar deu ouvilos sempre, não curto muito o som dos violões, é claro que é só minha opnião e não a verdade absoluta.
#7
Postado 27 setembro 2008 - 03:40
Em geral, discos de violao classico tem uma acustica mais reverberante e os de popular gostam de uma microfonagem mais proxima, que ressalta as "imperfeiçoes" que, na verdade, dao mais carater pra musica.
Os discos mais recentes do Marco encontram um equilibrio bacana entre nitidez e doçura do som.
Os discos mais recentes do Marco encontram um equilibrio bacana entre nitidez e doçura do som.
#8
Postado 27 setembro 2008 - 10:23
Tem o problema da edição e pós produção, da "materização" do disco, também. O técnico acostumado com música "pop" vai precisar mudar bastante o modo de trabalhar se quiser fazer algo com música menos massificada, digamos assim.
Em música pop, grava-se cada instrumento em separado, e procura-se o som mais homogêneo possivel em cada pista, usando e abusando de compressores e eliminando a dinâmica por completo. Depois, na mixagem, é que se aumentado ou diminui este ou aquele instrumento nas horas necessárias, criam-se crescendos, etc. Uma vez mixado, na "masterização", há uma tendência a buscar o som mais alto o possível, e lá vai mais compressão, adeus dinâmica.
Tem dois discos de violão que eu adoro e acho obrigatórios, o da Maria Haro (Fina Flor) e o do Tardelli (Unha e Carne), pela música e pelos intérpretes, mas a gravação... Toneladas de compressão, parece até "dance music". O CD do Martelli dá até pra ouvir os defeitos da compressão, tipo "pumping" e "breathing", o cara deve ter posto todos os botões no máximo.
Um CD que eu ouvi e fiquei positivamente impressionado com a gravação foi o
Dimitri Illarionov – Naxos Laureate Series – Guitar Recital
O responsável pela gravação é o Norbet Kraft. Dinâmica! Aos montes! Pianíssimos, crescendos.
Em música pop, grava-se cada instrumento em separado, e procura-se o som mais homogêneo possivel em cada pista, usando e abusando de compressores e eliminando a dinâmica por completo. Depois, na mixagem, é que se aumentado ou diminui este ou aquele instrumento nas horas necessárias, criam-se crescendos, etc. Uma vez mixado, na "masterização", há uma tendência a buscar o som mais alto o possível, e lá vai mais compressão, adeus dinâmica.
Tem dois discos de violão que eu adoro e acho obrigatórios, o da Maria Haro (Fina Flor) e o do Tardelli (Unha e Carne), pela música e pelos intérpretes, mas a gravação... Toneladas de compressão, parece até "dance music". O CD do Martelli dá até pra ouvir os defeitos da compressão, tipo "pumping" e "breathing", o cara deve ter posto todos os botões no máximo.
Um CD que eu ouvi e fiquei positivamente impressionado com a gravação foi o
Dimitri Illarionov – Naxos Laureate Series – Guitar Recital
O responsável pela gravação é o Norbet Kraft. Dinâmica! Aos montes! Pianíssimos, crescendos.
#9
Postado 27 setembro 2008 - 12:10
Os discos da Naxos produzidos pelo Norbert Kraft sao todos ridorosamente iguais, gravados do mesmo jeito no mesmo lugar. Se o do Dimitri tem mais dinamica, é mèrito dele.
#10
Postado 27 setembro 2008 - 13:47
Claro que se o artista não toca com dinâmica, o técnico não pode inventar. Mas se o artista toca com dinãmica o técnico deveria respeitar, e muitas vezes não acontece.
A minha comparação foi com CDs de outros produtores, não com CDs produzidos pelo próprio Kraft (fica a dica pra eu procurar ouvir mais CDs produzidos por ele
).
A minha comparação foi com CDs de outros produtores, não com CDs produzidos pelo próprio Kraft (fica a dica pra eu procurar ouvir mais CDs produzidos por ele











