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Estudo 11 Villa - Manuscrito 28


13 respostas neste tópico

#1 Josinaldo Costa

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Postado 03 novembro 2008 - 13:01

Alguém tem uma cópia diferente ou consegue identificar os acidentes no início do compasso?
A digitação é incoerente dependendo dos acidentes.

Imagem PostadaImagem Postada

#2 FZanon

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Postado 03 novembro 2008 - 14:45

Acho que é sol # e dó #. às vezes cria confusão porque a caligrafia do Villa tem as linhas horizontasi dos sustenidos inclinadas para baixo.

#3 Josinaldo Costa

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Postado 03 novembro 2008 - 15:02

Faz sentido.
Obrigado, Zanon!

Josinaldo

#4 leo coppus

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Postado 04 novembro 2008 - 07:14

Oi , olhando os manuscritos de perto a linha melódica é B- B#- C#- A- A#- B- G- G#- A- F- F#- G- Eb- E- F/D......

Pergunta :mellow: ????

Porque os manuscritos nao foram editados exatamente iguais pela Max Eschig?
pois no caso por exemplo deste estudo foram cortados alguns compassos .
existe alguma explicaçao para isso ?
paz, saúde e realizaçoes .....

#5 FZanon

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Postado 04 novembro 2008 - 09:31

Sim, existe.
Este é supostamente um manuscrito de 1928. Digo supostamente porque o que circula por aí são cópias xerox, o que em termos musicológicos não pode ser considerado como fonte. Mas, partindo do princípio de que não há muita razão para alguém falsificar um manuscrito de Villa-Lobos, esse manuscrito tem o carimbo de entrada na editora que o situa, grosso modo, no final dos anos 20.
Os estudos foram publicados em 1953.
Nesse meio tempo, Villa-Lobos fez uma revisão dos estudos; essa revisão consiste, na sua maior parte, de cortes, como é o caso dessa passagem do no.11. Ele produziu uma cópia (não sei se heliográfica ou mimeográfica, enfim, uma antecessor do xerox) que enviou para muitas pessoas, inclusive para Segovia, Max Eschig, Maria Luísa Anido, etc. Essa é a versão que ele queria que fosse publicada, como demonstra uma descoberta recente de cartas entre ele e Segovia.
Mesmo com essa evidência, eu continuo achando essa cópia de 1928 uma versão muito interessante musicalmente, e é por isso que continuo tocando essa, apesar de saber que não é a vontade do compositor.
Parece que o Frederic Zigante está preparando uma nova edição dos Estudos, e imagino que ele vá incluir e cotejar as duas versões, o que é a maneira mais completa de se lidar com o assunto.
O Humberto Amorim escreveu o trabalho mais completo até o momento sobre as obras de Villa-Lobos, e pode te dar mais informações.

#6 Juan Carlos Lorenzo

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Postado 04 novembro 2008 - 10:26

Visualizar PostFZanon, em Nov 4 2008, 01:31 PM, disse:

Parece que o Frederic Zigante está preparando uma nova edição dos Estudos, e imagino que ele vá incluir e cotejar as duas versões, o que é a maneira mais completa de se lidar com o assunto.


El problema de la duplicidad de versiones es que luego cada intérprete va a caer en la tentación de tomar de aquí y de allí las soluciones que más le interesen, con lo que esa duplicidad se va a convertir en multiplicidad de versiones. Es lo que pasa por ejemplo con Invocación y Danza de Rodrigo, de la que es difícil escuchar dos versiones con las mismas notas.

Juan

#7 Josinaldo Costa

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Postado 04 novembro 2008 - 15:23

Onde é possível conseguir o trabalho do Amorim?

Josinaldo

#8 FZanon

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Postado 04 novembro 2008 - 15:50

Ele está transformando a tese em livro.

#9 kromicom

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Postado 07 novembro 2008 - 13:55

Visualizar PostJuan Carlos Lorenzo, em Nov 4 2008, 10:26 AM, disse:

Visualizar PostFZanon, em Nov 4 2008, 01:31 PM, disse:

Parece que o Frederic Zigante está preparando uma nova edição dos Estudos, e imagino que ele vá incluir e cotejar as duas versões, o que é a maneira mais completa de se lidar com o assunto.


El problema de la duplicidad de versiones es que luego cada intérprete va a caer en la tentación de tomar de aquí y de allí las soluciones que más le interesen, con lo que esa duplicidad se va a convertir en multiplicidad de versiones. Es lo que pasa por ejemplo con Invocación y Danza de Rodrigo, de la que es difícil escuchar dos versiones con las mismas notas.

Juan


Olá Juan,

Não entendi bem qual é o problema. Vc julga ruim o fato de haver várias versões de uma mesma peça? Se for isso...eu tenho uma opinião diferente. Acredito que tendo acesso a diferentes versões de uma mesma obra, seja possível levar a interpretação a uma outra esfera - tendo em vista que a compreensão das estruturas e do estilo aumentariam consideravelmente. Por exemplo, temos registro de 4 versões diferentes da Toccata BWV914(para cravo) escrita por J.S. Bach por volta de seus 18 anos. Se nos basearmos nas práticas musicais de sua época poderíamos dizer que o intérprete - caso interessado - tem o direito de fazer uma 5a versão, onde as partes seriam costuradas afim de alcançar um objetivo - seja ele maior coerência ou beleza.
Particularmente, eu não restringiria esse princípio apenas à música de Johann Sebastian.

#10 Juan Carlos Lorenzo

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Postado 08 novembro 2008 - 04:14

Visualizar Postkromicom, em Nov 7 2008, 05:55 PM, disse:

Visualizar PostJuan Carlos Lorenzo, em Nov 4 2008, 10:26 AM, disse:

Visualizar PostFZanon, em Nov 4 2008, 01:31 PM, disse:

Parece que o Frederic Zigante está preparando uma nova edição dos Estudos, e imagino que ele vá incluir e cotejar as duas versões, o que é a maneira mais completa de se lidar com o assunto.


El problema de la duplicidad de versiones es que luego cada intérprete va a caer en la tentación de tomar de aquí y de allí las soluciones que más le interesen, con lo que esa duplicidad se va a convertir en multiplicidad de versiones. Es lo que pasa por ejemplo con Invocación y Danza de Rodrigo, de la que es difícil escuchar dos versiones con las mismas notas.

Juan


Olá Juan,

Não entendi bem qual é o problema. Vc julga ruim o fato de haver várias versões de uma mesma peça? Se for isso...eu tenho uma opinião diferente. Acredito que tendo acesso a diferentes versões de uma mesma obra, seja possível levar a interpretação a uma outra esfera - tendo em vista que a compreensão das estruturas e do estilo aumentariam consideravelmente. Por exemplo, temos registro de 4 versões diferentes da Toccata BWV914(para cravo) escrita por J.S. Bach por volta de seus 18 anos. Se nos basearmos nas práticas musicais de sua época poderíamos dizer que o intérprete - caso interessado - tem o direito de fazer uma 5a versão, onde as partes seriam costuradas afim de alcançar um objetivo - seja ele maior coerência ou beleza.
Particularmente, eu não restringiria esse princípio apenas à música de Johann Sebastian.


Tal vez me haya expresado mal. Debería haber puesto "La consecuencia" en lugar de "el problema". Claro que cada intérprete tiene derecho a interpretar una obra como le parezca, tomando lo que le guste más de cada versión.
Personalmente prefiero no hacer esto, y tocar una de las versiones íntegras. En el caso de Villalobos, he escuchado de las dos maneras y me quedo con la versión publicada. Al fin y al cabo fué publicada con el visto bueno del compositor, aparte de que me parecen versiones más equilibradas.
Otro caso típico es el Grand Solo op. 14 de Sor, con tres fuentes distintas del propio autor, mas la versión de Aguado, más el arreglo de Segovia,...

Juan