Estou estudando 2 peças de Agustín Barrios (Maxixe e o Allegro de La Catedral) e as pestanas estão me matando. No meio de Maxixe, por exemplo, tenho que parrar, descansar um pouco e só então continuar.
Eu passei dez anos sem tocar e voltei agora em março passado. Será que a dificuldade com as pestanas é ainda resquício do período de inatividade? Alguém tem alguma sugestão?
Obrigado.
Pestanas
Criado por Joao de Lima, 12 Nov 2008 19:19
17 respostas neste tópico
#1
Postado 12 novembro 2008 - 19:19
#2
Postado 12 novembro 2008 - 19:41
Coisas que me ajudam:
Uma coisa interessante é tentar rever todas as digitações para eliminar qualquer pestana não essencial. Usar o mínimo possivel.
Daí, tem uma parte que pode ser falta de prática, e outra que pode ser a falta de ajudar a apertar com a força do braço. Tente ver se mesmo sem encostar o polegar, você consegue fazer soar a pestana. Essa força do braço pode compor o movimento, e facilita muito pra mão.
Além disso, é interessante ver em que posição cai o indicador na pestana, pra que se necessite do mínimo de pressão possível. Explico: se as dobrinhas do dedo estão caindo em cima de alguma corda, você acabará tendo que fazer mais força para conseguir fazer soar a nota. Então, é mais fácil reposicionar o dedo, e mecanizar essa posição para que se torne automática.
Uma coisa interessante é tentar rever todas as digitações para eliminar qualquer pestana não essencial. Usar o mínimo possivel.
Daí, tem uma parte que pode ser falta de prática, e outra que pode ser a falta de ajudar a apertar com a força do braço. Tente ver se mesmo sem encostar o polegar, você consegue fazer soar a pestana. Essa força do braço pode compor o movimento, e facilita muito pra mão.
Além disso, é interessante ver em que posição cai o indicador na pestana, pra que se necessite do mínimo de pressão possível. Explico: se as dobrinhas do dedo estão caindo em cima de alguma corda, você acabará tendo que fazer mais força para conseguir fazer soar a nota. Então, é mais fácil reposicionar o dedo, e mecanizar essa posição para que se torne automática.
Samuel Huh
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
#3
Postado 12 novembro 2008 - 20:08
Poco que añadir a los sabios y bien explicados consejos de Samuel.
Tan sólo que, aparte de suprimir las innecesarias, algunas pestanas se pueden hacer más cortas, sin usar todo el dedo 1.
Comprueba también si la altura y tensión de las cuerdas es la adecuada.
También es cuestión de entrenamiento muscular, supongo.
Juan
Tan sólo que, aparte de suprimir las innecesarias, algunas pestanas se pueden hacer más cortas, sin usar todo el dedo 1.
Comprueba también si la altura y tensión de las cuerdas es la adecuada.
También es cuestión de entrenamiento muscular, supongo.
Juan
#4
Postado 12 novembro 2008 - 20:27
Seria legal, João, você fazer uma busca sobre isso no fórum pois há dicas valiosas.
#5
Postado 12 novembro 2008 - 23:42
Estimado João:
Além do que foi colocado pelo Huh, gostaria de comentar algumas coisas que - espero - possam ser úteis.
La Catedral: tome como exemplo os compassos 3 a 6 do Allegro. Na partitura que tenho, são solicitadas duas pestanas: casa 2 e casa 4 (na real, é a mesma coisa, transposta). Observando em detalhe, só há uma nota que requer pestana, ou seja, a quinta nota do compasso (lá, no compasso 3). Assim sendo, você não precisa manter a pestana depois que esta nota deixa de soar, bastando que mantenha o dedo 1 pressionando o baixo. Ao invés de ter quatro compassos seguidos de pestana, em região baixa - que é sempre pior - você terá uma pequena intervenção de pestana a cada início de compasso.
Isto me leva a uma das coisas fundamentais no uso de pestanas: é necessário ter pontos de relaxamento bastante seguidos, ou seja, momentos nos quais você libera a pressão do dedo 1. É interessante que um instante de relaxamento renova completamente a capacidade da mão de fazer uma pestana, desde que você não esteja usando força demais, porque aí não tem remédio que não seja aliviar a força mesmo.
Quando você falou em ter que parar para descansar no meio da peça, lembrei de quando estava estudando a Trilogy, do Hand, no meu Raimundo (o violão-pedra
). Comento pois aquilo precisou de várias estratégias, inclusive baixar a afinação por um tempo. Nota que cada situação de pestana diferente pode exigir uma solução diferente. Hmm...meio óbvio isso, mas tudo bem...
Abraço e boa sorte na exploração!
Além do que foi colocado pelo Huh, gostaria de comentar algumas coisas que - espero - possam ser úteis.
La Catedral: tome como exemplo os compassos 3 a 6 do Allegro. Na partitura que tenho, são solicitadas duas pestanas: casa 2 e casa 4 (na real, é a mesma coisa, transposta). Observando em detalhe, só há uma nota que requer pestana, ou seja, a quinta nota do compasso (lá, no compasso 3). Assim sendo, você não precisa manter a pestana depois que esta nota deixa de soar, bastando que mantenha o dedo 1 pressionando o baixo. Ao invés de ter quatro compassos seguidos de pestana, em região baixa - que é sempre pior - você terá uma pequena intervenção de pestana a cada início de compasso.
Isto me leva a uma das coisas fundamentais no uso de pestanas: é necessário ter pontos de relaxamento bastante seguidos, ou seja, momentos nos quais você libera a pressão do dedo 1. É interessante que um instante de relaxamento renova completamente a capacidade da mão de fazer uma pestana, desde que você não esteja usando força demais, porque aí não tem remédio que não seja aliviar a força mesmo.
Quando você falou em ter que parar para descansar no meio da peça, lembrei de quando estava estudando a Trilogy, do Hand, no meu Raimundo (o violão-pedra
Abraço e boa sorte na exploração!
#6
Postado 13 novembro 2008 - 01:14
Muito obrigado amigos!
Jota, bem pensado essa estratégia para os compassos 3 a 6 do Allegro. Manter a pestana pressionada o tempo todo realmente é dureza. Ótima idéia. Obrigado!
Jota, bem pensado essa estratégia para os compassos 3 a 6 do Allegro. Manter a pestana pressionada o tempo todo realmente é dureza. Ótima idéia. Obrigado!
#7
Postado 13 novembro 2008 - 08:39
Um ótimo estudo para pestana é o do Sor em si bemol. O Sérgio Abreu tem a melhor gravação, dentre todas que ja ouvi, desse estudo.
Uma dica legal é fazer a pestana pressionando as cordas a uns 45º para baixo.
Uma dica legal é fazer a pestana pressionando as cordas a uns 45º para baixo.
#8
Postado 13 novembro 2008 - 09:31
Un buen consejo para el estudio en Si bemol de Sor es tocarlo muy rápido, como Sergio Abreu. Así el suplicio dura menos y se puede aguantar
Idem para el Maxixe.
Juan
Idem para el Maxixe.
Juan
#9
Postado 13 novembro 2008 - 10:08
Gostei do conselho Juan.
O problema é que quando toco rápido, esse estudo, a mão esquerda para de doer enquanto que os meu s ouvidos começam a doer com a quantidade de notas erradas.
O problema é que quando toco rápido, esse estudo, a mão esquerda para de doer enquanto que os meu s ouvidos começam a doer com a quantidade de notas erradas.
#10
Postado 14 novembro 2008 - 13:21
Outro ponto é que nem sempre precisa fazer a pestana completa, segurando todas as cordas. Assim dá relaxar os pontos do dedo que não serão usados, não somente usando parte menor do dedo, como citou o Juan. No caso de um tipo de acorde maior que se usa pressionar apenas cordas 1,2 e 6, por exemplo, dá para usar a primeira falange nas 2 primeiras cordas, depois curvar o dedo e pressionar a 6a. corda com a ponta do mesmo, deixando a região central do dedo curvada e totalmente relaxada.












