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Uma dúvida sobre o cuidado com as unhas


61 respostas neste tópico

#1 André - ANP

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Postado 28 janeiro 2009 - 14:19

Tenho essa dúvida sobre o cuidado com as unhas. A partir de quando os violonistas começaram a se preocupar com o acabamento das unhas (polimento, formato, etc..)? Sera que no começo do século passado ja existia isso?

#2 huh

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Postado 28 janeiro 2009 - 14:28

Eu sei que existem relatos descrevendo a diferenca entre Sor e Aguado, que tocaram muito em duo, o primeiro sem unhas e o segundo com unhas. Makaroff, um russo que promoveu entre outras coisas um concurso de composicao e luteria na metade do seculo 19, descreve muito do estilo de tocar dos interpretes, tambem. Mas, na epoca, parecia que o pessoal associava as unhas a maior velocidade, e a falta de unhas a um som mais bonito e robusto.

No inicio do seculo 19, quando se comecou a consolidar o violao, nao sei como era. Antes disso, acredito que a maioria tocava sem unhas, por causa das cordas duplas (alaudes, guitarras barrocas e mesmo guitarras romanticas de transicao). Entao, acredito que o toque com unhas comecou a se disseminar do inicio do seculo 19 ate chegar aos relatos de Makaroff, na metade do seculo 19.

Se algum colega tiver documentacao ou outros que possam dar mais luz, eu me interesso tambem.
Samuel Huh
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com

#3 Daniel Medeiros RS

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Postado 28 janeiro 2009 - 17:40

Se não me engano, no "método" do Sor parece ter uma algumas indagações sobre com unha ou sem unha.

Vi um material relativo à isso há muito tempo atrás. Crei ter encontrado isso no site do Matanya Ophee.

Abraço
Daniel Ribeiro Medeiros
Bacharel em Música - Habilitação em Violão pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Mestre em Música pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

#4 Ricardo Dias

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Postado 28 janeiro 2009 - 17:57

Acho quer o Andre quis se referir a cuidados, não uso; a partir de quando começa nossa neurose, creio que é isso.
Ricardo Dias
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#5 Daniel Medeiros RS

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Postado 28 janeiro 2009 - 18:13

Visualizar PostRicardo Dias, em Jan 28 2009, 06:57 PM, disse:

Acho quer o Andre quis se referir a cuidados, não uso; a partir de quando começa nossa neurose, creio que é isso.



Já não começou com o Pujol?? hehehe
Daniel Ribeiro Medeiros
Bacharel em Música - Habilitação em Violão pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Mestre em Música pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

#6 AndréBP

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Postado 28 janeiro 2009 - 19:57

Acho muito difícil que os violonistas anteriores a Vossa Majestade tenham se preocupado com isso tanto quanto os violonistas atuais, ainda mais em cordas de tripa e com instrumentos inferiores aos violões modernos.

Acho que antes de Segovia, a maior preocupação era tocar com o violão afinado, provavelmente ninguém fazia acabamento com lixa 1200 ou mais fina ainda. Tirar o pó então...

A obssessão pelo acabamento das unhas e a posterior consciência da mínima diferença entre uma unha bem polidae uma extremamente bem polida acredito não ter mais de 70 anos.
Forte abraço.

#7 FZanon

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Postado 28 janeiro 2009 - 22:30

Pois é, eu acho que é o contrário. Numa época mais artesanal, não vejo razão para as pessoas terem tocado com as unhas de qualquer jeito. Falta de lixa é que não era, afinal que faz um violão tem material pra lixar uma unha...

#8 huh

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Postado 28 janeiro 2009 - 22:39

Se lermos alguns textos do seculo 19 onde se mostra a preocupacao com a diferenca de sonoridade com unha, sem unha, onde se compara o som de diversos interpretes, eu, pelo menos, percebo que o ambiente era muito parecido com o de hoje, os papos eram os mesmos, as criticas eram as mesmas, e portanto, acho que a preocupacao com as unhas devia existir sim.
Samuel Huh
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#9 Fredtorres

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Postado 28 janeiro 2009 - 23:01

não consigo conceber(po palavra estranha)
um musico que dependa de uma unha para tocar um instrumento
a unha para um violonista é apenas um acessorio, a musica está dentro dele no seu talento, mano Decio desce o dedo na viola!!!!

#10 Ricardo Dias

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Postado 28 janeiro 2009 - 23:25

Bem, o talento também não está na mão, está na cabeça. Mas sem a mão fica difícil, e sem unha, no repertório de nosso instrumento, quase impossível.
Ricardo Dias
Luthier
Rio de Janeiro
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