Pessoal,
Desculpem a minha ignorância. Mas vejo vocês dizendo a respeitos de timbres e suas variações e isso não fica tão claro para mim. Gostaria de saber se existe algum lugar na internet que eu possa ouvir os diferentes timbres para ter uma noção dessa diversidade.
Obrigado
Marcelo Brito
Timbre
Criado por Brito, 02 Dez 2009 17:25
33 respostas neste tópico
#1
Postado 02 dezembro 2009 - 17:25
#2
Postado 02 dezembro 2009 - 18:47
Brito
Por opinião pessoal, a internet seria o último lugar para ter noção e saber diferenciar os vários timbres que o instrumento possui. Aliás, eu nem recomendaria pela internet, seja áudio ou vídeo. A(s) mídia(s) mais recomendada(s), na minha opinião, seria o CD, ou até mesmo, caso você tenha acesso, aos vinis(claro que um bom equipamento de som irá influenciar).
Mas quer ter mesmo essa noção e saber diferenciar timbres?
Vá num recital e/ou concerto pessoalmente.
Não há alta fidelidade maior que essa.
Por opinião pessoal, a internet seria o último lugar para ter noção e saber diferenciar os vários timbres que o instrumento possui. Aliás, eu nem recomendaria pela internet, seja áudio ou vídeo. A(s) mídia(s) mais recomendada(s), na minha opinião, seria o CD, ou até mesmo, caso você tenha acesso, aos vinis(claro que um bom equipamento de som irá influenciar).
Mas quer ter mesmo essa noção e saber diferenciar timbres?
Vá num recital e/ou concerto pessoalmente.
Não há alta fidelidade maior que essa.
Bem-aventurados os que ouvem com os ouvidos, pois que deles é o reino dos músicos.
#3
Postado 03 dezembro 2009 - 15:17
Oi Brito, pegue dois violões, numa loja, pode ser de fábrica mesmo que é mais fácil achar, da mesma marca e modelo.
Perceba que mesmo sendo teoricamente iguais, eles terão um som diferente entre si, por menos que seja. Dái, pegue outro violão de outra marca, com as mesmas madeiras. Você verá uma diferença maior. Daí, pegue um com outras madeiras...
Enfim numa loja você poderá ter noção de quão diferentes são os timbres.
Daí, depois, pense que o universo de violões artesanais, essas diferenças se ressaltam mais ainda.
Pela internet, realmente não dá pra perceber muito. Mas, procure videos de alguma música, como Lagrima, no YouTube, e depois procure videos das mesmas músicas com outros instrumentistas e instrumentos.
Perceba que mesmo sendo teoricamente iguais, eles terão um som diferente entre si, por menos que seja. Dái, pegue outro violão de outra marca, com as mesmas madeiras. Você verá uma diferença maior. Daí, pegue um com outras madeiras...
Enfim numa loja você poderá ter noção de quão diferentes são os timbres.
Daí, depois, pense que o universo de violões artesanais, essas diferenças se ressaltam mais ainda.
Pela internet, realmente não dá pra perceber muito. Mas, procure videos de alguma música, como Lagrima, no YouTube, e depois procure videos das mesmas músicas com outros instrumentistas e instrumentos.
Samuel Huh
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
#4
Postado 03 dezembro 2009 - 16:46
QUOTE(FFereira @ Dec 2 2009, 19:47 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Brito
Por opinião pessoal, a internet seria o último lugar para ter noção e saber diferenciar os vários timbres que o instrumento possui. Aliás, eu nem recomendaria pela internet, seja áudio ou vídeo. A(s) mídia(s) mais recomendada(s), na minha opinião, seria o CD, ou até mesmo, caso você tenha acesso, aos vinis(claro que um bom equipamento de som irá influenciar).
Mas quer ter mesmo essa noção e saber diferenciar timbres?
Vá num recital e/ou concerto pessoalmente.
Não há alta fidelidade maior que essa.
Por opinião pessoal, a internet seria o último lugar para ter noção e saber diferenciar os vários timbres que o instrumento possui. Aliás, eu nem recomendaria pela internet, seja áudio ou vídeo. A(s) mídia(s) mais recomendada(s), na minha opinião, seria o CD, ou até mesmo, caso você tenha acesso, aos vinis(claro que um bom equipamento de som irá influenciar).
Mas quer ter mesmo essa noção e saber diferenciar timbres?
Vá num recital e/ou concerto pessoalmente.
Não há alta fidelidade maior que essa.
O problema Ferreira, é que aqui em SJ Rio Preto, recitais de violão são raríssimos.
Mas mesmo assim valeu pelas dicas.
#5
Postado 03 dezembro 2009 - 17:06
QUOTE(huh @ Dec 3 2009, 16:17 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Oi Brito, pegue dois violões, numa loja, pode ser de fábrica mesmo que é mais fácil achar, da mesma marca e modelo.
Perceba que mesmo sendo teoricamente iguais, eles terão um som diferente entre si, por menos que seja. Dái, pegue outro violão de outra marca, com as mesmas madeiras. Você verá uma diferença maior. Daí, pegue um com outras madeiras...
Enfim numa loja você poderá ter noção de quão diferentes são os timbres.
Daí, depois, pense que o universo de violões artesanais, essas diferenças se ressaltam mais ainda.
Pela internet, realmente não dá pra perceber muito. Mas, procure videos de alguma música, como Lagrima, no YouTube, e depois procure videos das mesmas músicas com outros instrumentistas e instrumentos.
Perceba que mesmo sendo teoricamente iguais, eles terão um som diferente entre si, por menos que seja. Dái, pegue outro violão de outra marca, com as mesmas madeiras. Você verá uma diferença maior. Daí, pegue um com outras madeiras...
Enfim numa loja você poderá ter noção de quão diferentes são os timbres.
Daí, depois, pense que o universo de violões artesanais, essas diferenças se ressaltam mais ainda.
Pela internet, realmente não dá pra perceber muito. Mas, procure videos de alguma música, como Lagrima, no YouTube, e depois procure videos das mesmas músicas com outros instrumentistas e instrumentos.
Samuel, essa minha dúvida aumentou quando li um post seu sobre resenha de violão(rs) e lá tem o seguinte;
quente x frio
doce x metálico
focado x pastoso
fluido x granulado
claro x escuro
brilhante x opaco
gordo x magro
Eu até associo alguns timbres à essas descrições, mas faço isso intuitivamente, sem parâmetros. Então quando vejo a descrição de determinado timbre aqui no forum não sei se faço essa associação corretamente. Mas pelo visto é uma questão de ir acostumando o ouvido.
Obrigado pela ajuda.
#6
Postado 03 dezembro 2009 - 17:19
Essas percepções são pessoais. Eu mesmo não faço nenhuma associação à maioria destas descrições, são apenas uma maneira de descrever o indescritível.
#7
Postado 04 dezembro 2009 - 08:58
QUOTE(Ricardo Dias @ Dec 3 2009, 18:19 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Essas percepções são pessoais. Eu mesmo não faço nenhuma associação à maioria destas descrições, são apenas uma maneira de descrever o indescritível.
Concordo Ricardo. O problema é que fica um negócio muito subjetivo.
#8
Postado 04 dezembro 2009 - 09:08
QUOTE(Brito @ Dec 4 2009, 09:58 AM) <{POST_SNAPBACK}>
QUOTE(Ricardo Dias @ Dec 3 2009, 18:19 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Essas percepções são pessoais. Eu mesmo não faço nenhuma associação à maioria destas descrições, são apenas uma maneira de descrever o indescritível.
Concordo Ricardo. O problema é que fica um negócio muito subjetivo.
O problema é que se for pra ser objetivo, mesmo, a gente vai ter que usar uma linguagem muito técnica, provavelmente até alguns gráficos..eheh
Wherever you go, there you are.
www ponto amon arroba gmail ponto com
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#9
Postado 04 dezembro 2009 - 09:42
QUOTE(Amon @ Dec 4 2009, 10:08 AM) <{POST_SNAPBACK}>
QUOTE(Brito @ Dec 4 2009, 09:58 AM) <{POST_SNAPBACK}>
QUOTE(Ricardo Dias @ Dec 3 2009, 18:19 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Essas percepções são pessoais. Eu mesmo não faço nenhuma associação à maioria destas descrições, são apenas uma maneira de descrever o indescritível.
Concordo Ricardo. O problema é que fica um negócio muito subjetivo.
O problema é que se for pra ser objetivo, mesmo, a gente vai ter que usar uma linguagem muito técnica, provavelmente até alguns gráficos..eheh
O ideal então, Amom, seria que os timbres fossem catalogados. rsrs.
Por exemplo, um site onde você selecionasse o timbre e aí escutaria o som do mesmo. Seria bem didático. rsrs
#10
Postado 04 dezembro 2009 - 10:26
Tem alguns termos que são mais comuns, como "brilhante". Que seria um som com bastante harmonicos superiores.
Ou "escuro" que seria um som com maior peso na fundamental e harmonicos inferiores.
Ou "gordo", encorpado, que tem bom peso de fundamental, harmonicos inferiores, médios e alguns superiores. E com a gama bem completa, todos os harmonicos se sucedendo sem faltar nenhum.
Magro, em oposição, seria um som com poucos harmonicos inferiores e medios, e com mais harmonicos superiores. Mas sem a gama estar completa, com buracos no meio...
Enfim, tudo dá pra ser descrito em função da fundamental e suas parciais harmonicas. E, com o tempo, alguns termos perderam um pouco da sua subjetividade. Brilhante é facilmente entendivel, por exemplo. Assim, alguns termos têm significado claro.
Agora, outra coisa é que as vezes, dependendo do toque, um violão parece brilhante pra um, e não parece pra outro. Isso já é um outro fator, que é o tipo de sonoridade que cada um produz em determinado violão. Não se refere a entender o que significa brilhante, mas a produzir aquele som brilhante, ou não.
Eu há alguns anos tenho feito um glossário dos termos mais comuns que descrevem timbre, em português, e ultimamente tenho realmente visto que a maioria das pessoas, de qualquer área, não só de violão, usa termos recorrentes na descrição de sonoridade. E existem uns 20 termos bastante frequentes que eu tenho percebido serem bastante usados.
Doce, metálico, brilhante, escuro, encorpado(gordo), magro, aveludado (melífluo), natural, cristalino, refinado, focado, caloroso, nítido, cremoso/pastoso, nasal, áspero, granulado, profundo, seco, aberto.
Fora, é claro, agudo, grave, etc... que já são adjetivos de som.
Esses termos, de certa forma, quase todo mundo usa em parte ou na totalidade, ou já ouviu alguém usá-los ao se referir a timbre. Alguns deles perderam um pouco da subjetividade, e alguns deles ainda têm bastante subjetividade. Eu estou tentando descrever todos eles em termos de fundamental e harmonicos, pra dar uma idéia melhor do que costumam significar, não só pra mim, mas na média geral do que as pessoas querem dizer ao falá-los. Pra isso ando pesquisando, falando com técnicos de som, engenheiros, músicos, luthiers, cantores, etc... É algo que me fascina, a linguagem em si, e como usamos adjetivos dos outros sentidos pra se referir a som, pois nos faltam palavras adequadas.
De certa forma, o fato de não termos tais palavras em português denota que o som nunca foi tão importante na nossa cultura de forma geral, a ponto de exigir termos que explicitem detalhes sobre ele. Os esquimós têm dezenas de termos para definir as diferentes variações de branco, por exemplo. Se a gente realmente dependesse bastante do som, a ponto de que suas especificidades fossem importantes para a nossa sobrevivência, com certeza teriamos mais palavras e mais consciência do timbre. Enfim, algo interessante pra se pensar a respeito.
Veja um artigo interessante, em inglês, de alguém que fez algo parecido com o que estou dizendo no EUA:
http://www.jeffersonguitar.org/Articles/gtas_mbp.html
Agora, além disso, eu pessoalmente, acho que alguns termos também precisam ser subjetivos, pois tem detalhes sofisticados no som que a gente não consegue exprimir mesmo. Que é a sensação que ele causa em você. Um som que me deixa alegre, pra mim é alegre. E isso é totalmente subjetivo. Mas a única forma de realmente passar a impressão que eu tive sobre o sóm é falar que é alegre, por mais que não seja alegre pra outras pessoas. Essa subjetividade, pra mim, é muito legal, pois nos ajuda a conhecer as reações que o som tem nos outros, e nos indica, misteriosamente, que um som alegre pra um muitas vezes é alegre pra maioria. Acho isso o máximo.
Ou "escuro" que seria um som com maior peso na fundamental e harmonicos inferiores.
Ou "gordo", encorpado, que tem bom peso de fundamental, harmonicos inferiores, médios e alguns superiores. E com a gama bem completa, todos os harmonicos se sucedendo sem faltar nenhum.
Magro, em oposição, seria um som com poucos harmonicos inferiores e medios, e com mais harmonicos superiores. Mas sem a gama estar completa, com buracos no meio...
Enfim, tudo dá pra ser descrito em função da fundamental e suas parciais harmonicas. E, com o tempo, alguns termos perderam um pouco da sua subjetividade. Brilhante é facilmente entendivel, por exemplo. Assim, alguns termos têm significado claro.
Agora, outra coisa é que as vezes, dependendo do toque, um violão parece brilhante pra um, e não parece pra outro. Isso já é um outro fator, que é o tipo de sonoridade que cada um produz em determinado violão. Não se refere a entender o que significa brilhante, mas a produzir aquele som brilhante, ou não.
Eu há alguns anos tenho feito um glossário dos termos mais comuns que descrevem timbre, em português, e ultimamente tenho realmente visto que a maioria das pessoas, de qualquer área, não só de violão, usa termos recorrentes na descrição de sonoridade. E existem uns 20 termos bastante frequentes que eu tenho percebido serem bastante usados.
Doce, metálico, brilhante, escuro, encorpado(gordo), magro, aveludado (melífluo), natural, cristalino, refinado, focado, caloroso, nítido, cremoso/pastoso, nasal, áspero, granulado, profundo, seco, aberto.
Fora, é claro, agudo, grave, etc... que já são adjetivos de som.
Esses termos, de certa forma, quase todo mundo usa em parte ou na totalidade, ou já ouviu alguém usá-los ao se referir a timbre. Alguns deles perderam um pouco da subjetividade, e alguns deles ainda têm bastante subjetividade. Eu estou tentando descrever todos eles em termos de fundamental e harmonicos, pra dar uma idéia melhor do que costumam significar, não só pra mim, mas na média geral do que as pessoas querem dizer ao falá-los. Pra isso ando pesquisando, falando com técnicos de som, engenheiros, músicos, luthiers, cantores, etc... É algo que me fascina, a linguagem em si, e como usamos adjetivos dos outros sentidos pra se referir a som, pois nos faltam palavras adequadas.
De certa forma, o fato de não termos tais palavras em português denota que o som nunca foi tão importante na nossa cultura de forma geral, a ponto de exigir termos que explicitem detalhes sobre ele. Os esquimós têm dezenas de termos para definir as diferentes variações de branco, por exemplo. Se a gente realmente dependesse bastante do som, a ponto de que suas especificidades fossem importantes para a nossa sobrevivência, com certeza teriamos mais palavras e mais consciência do timbre. Enfim, algo interessante pra se pensar a respeito.
Veja um artigo interessante, em inglês, de alguém que fez algo parecido com o que estou dizendo no EUA:
http://www.jeffersonguitar.org/Articles/gtas_mbp.html
Agora, além disso, eu pessoalmente, acho que alguns termos também precisam ser subjetivos, pois tem detalhes sofisticados no som que a gente não consegue exprimir mesmo. Que é a sensação que ele causa em você. Um som que me deixa alegre, pra mim é alegre. E isso é totalmente subjetivo. Mas a única forma de realmente passar a impressão que eu tive sobre o sóm é falar que é alegre, por mais que não seja alegre pra outras pessoas. Essa subjetividade, pra mim, é muito legal, pois nos ajuda a conhecer as reações que o som tem nos outros, e nos indica, misteriosamente, que um som alegre pra um muitas vezes é alegre pra maioria. Acho isso o máximo.
Samuel Huh
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com











