Pessoal,
Eu já não gostava muito dos baixos da Savarez, mas resolvi dar uma outra chance a essas cordas, porque afinal de contas antes só tinha tocado em cordas savarez em um violao bem mais ou menos. Agora que tenho um violão razoável, enfim... Fui testar...
Ricardo, você conhece meu violão, e, conforme disseram o Zeca, o Sergio Abreu e inclusive você mesmo (se não me engano), um jogo de cordas que casa muito bem com os violoes do Zeca é Augustine Blue Regals (testei também primas Imperials, e ficou uma delícia também).
Mas enfim, as pessoas costumam falar muito bem das savarez corum new crystal (tensao normal), e resolvi, como ja disse, dar uma segunda chance.
Meu deus, que decepção. Não só os baixos de novo ficaram sofríveis (com um som arenoso, sem corpo... sei lá, parecem um mergulho numa piscina de 30cm de profundidade), mas as primas também deixaram muito a desejar! Igualmente sem corpo, com um timbre meio magricela, sem personalidade, sem muita variedade... Enfim, de fato não é à toa que me foram recomendadas Augustines para esse violão.. a diferença é absurda, e a vontade que dá é de tirar imediatamente as savarez e colocar o outro jogo de Blue/Imperials que tenho (cuja único problema pra mim foi realmente o que voces costumam falar: pequenos problemas de afinação lá pelas casas mais altas, acentuados, naturalmente, com o passar do tempo de uso)!
Há alguma explicação inteligível para que uma corda funcione tao bem num instrumento e seja uma porcaria pra outro?
Aliás, vocês recomendam que eu tire essa crda já e ponha as augustine? dá pena de jogar dinheiro fora... Ou será que daqui a alguns dias o violao "se acostuma" com elas e ja produz um sonzinho melhor?
abrazos desde Madrid!
PS: dia desses o Yamandu tocou por aqui. Que evolução do gordinho! Que evolução...
Savarez Corum New Crystal tensao normal
Criado por Bernardo Tonasse, 11 Dez 2009 16:38
7 respostas neste tópico
#1
Postado 11 dezembro 2009 - 16:38
#2
Postado 11 dezembro 2009 - 17:26
Caramba, 10 minutos com o violao descansando com as cordinhas novas, e a savarez calou minha boca. Retiro quase tudo o que eu disse, exceto que as Augustine ainda são melhores...
Outra coisa sem explicaçao... em questao de minutos as cordas mudarem completamente de sonoridade e "consistencia"...
Outra coisa sem explicaçao... em questao de minutos as cordas mudarem completamente de sonoridade e "consistencia"...
#3
Postado 11 dezembro 2009 - 17:33
Olá Bernardo,
Era exatamente isso que eu iria lhe recomendar... Em dois ou três dias a corda se estabiliza e o violão agradece. Se a Augustine é melhor ou pior é uma questão de gosto pessoal e do violão que usa. Uso Augustine Regals /Imperials/Classic blue. Gosto de todas. Também gosto dos baixos Corum e primas new cristal ( hard tension).
Grande abraço,
Milton Campos
Era exatamente isso que eu iria lhe recomendar... Em dois ou três dias a corda se estabiliza e o violão agradece. Se a Augustine é melhor ou pior é uma questão de gosto pessoal e do violão que usa. Uso Augustine Regals /Imperials/Classic blue. Gosto de todas. Também gosto dos baixos Corum e primas new cristal ( hard tension).
Grande abraço,
Milton Campos
QUOTE(Bernardo Tonasse @ Dec 11 2009, 18:26 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Caramba, 10 minutos com o violao descansando com as cordinhas novas, e a savarez calou minha boca. Retiro quase tudo o que eu disse, exceto que as Augustine ainda são melhores...
Outra coisa sem explicaçao... em questao de minutos as cordas mudarem completamente de sonoridade e "consistencia"...
Outra coisa sem explicaçao... em questao de minutos as cordas mudarem completamente de sonoridade e "consistencia"...
Só a música é capaz de mudar o mundo...
Abraço
Milton Campos
Abraço
Milton Campos
#4
Postado 11 dezembro 2009 - 19:46
Tem que aprender a tocar com cada corda, assim como cada violão. A gente pode ter uma sonoridade preconcebida, um tipo de toque ao qual estamos acostumados, etc. Mas cada instrumento é único, cada encordoamento é diferente, cada ambiente ressoa de um jeito, assim a primeira impressão pode não corresponder imediatamente à sonoridade preconcebida...
Essa experiência de estranhamento com as cordas novas traz uma lição que vale também na escolha do instrumento: muitas vezes ficamos insatisfeitos ao experimentar um violão ou um jogo de cordas, mas em certos casos trata-se de insuficiente adaptação do músico ao violão ou às cordas, é preciso descobrir como aproveitar suas verdadeiras qualidades, como controlar o toque de forma a explorar bem os seus recursos.
P.S.: No caso, pode ter sido questão de as cordas assentarem, mesmo.
Essa experiência de estranhamento com as cordas novas traz uma lição que vale também na escolha do instrumento: muitas vezes ficamos insatisfeitos ao experimentar um violão ou um jogo de cordas, mas em certos casos trata-se de insuficiente adaptação do músico ao violão ou às cordas, é preciso descobrir como aproveitar suas verdadeiras qualidades, como controlar o toque de forma a explorar bem os seus recursos.
P.S.: No caso, pode ter sido questão de as cordas assentarem, mesmo.
Editado por Hudson Lacerda, 11 dezembro 2009 - 19:47.
Hudson Lacerda
Contagem/MG
http://hudsonlacerda.webs.com/
Contagem/MG
http://hudsonlacerda.webs.com/
#5
Postado 12 dezembro 2009 - 01:37
QUOTE(Hudson Lacerda @ Dec 11 2009, 20:46 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Tem que aprender a tocar com cada corda, assim como cada violão. A gente pode ter uma sonoridade preconcebida, um tipo de toque ao qual estamos acostumados, etc. Mas cada instrumento é único, cada encordoamento é diferente, cada ambiente ressoa de um jeito, assim a primeira impressão pode não corresponder imediatamente à sonoridade preconcebida...
Essa experiência de estranhamento com as cordas novas traz uma lição que vale também na escolha do instrumento: muitas vezes ficamos insatisfeitos ao experimentar um violão ou um jogo de cordas, mas em certos casos trata-se de insuficiente adaptação do músico ao violão ou às cordas, é preciso descobrir como aproveitar suas verdadeiras qualidades, como controlar o toque de forma a explorar bem os seus recursos.
P.S.: No caso, pode ter sido questão de as cordas assentarem, mesmo.
Essa experiência de estranhamento com as cordas novas traz uma lição que vale também na escolha do instrumento: muitas vezes ficamos insatisfeitos ao experimentar um violão ou um jogo de cordas, mas em certos casos trata-se de insuficiente adaptação do músico ao violão ou às cordas, é preciso descobrir como aproveitar suas verdadeiras qualidades, como controlar o toque de forma a explorar bem os seus recursos.
P.S.: No caso, pode ter sido questão de as cordas assentarem, mesmo.
Muito interessante o comentário, Hudson. Com certeza, tem muito a ver com a sonoridade e toque pré-concebidos... No momento, creio que se trata antes de mais nada da tensão das cordas. Acostumado com a tensão das Blue e Regals, meus dedos - e ouvidos - estranham essas novas cordas.... Em nenhum momento quis dizer que se trata de um problema das cordas, ou que são de má qualidade. Pelo contrário, estava justamente assombrado em verificar com tanto exagero como que essas coisas são variáveis...
Fiz uma experiência: afinei o violão em 442Hz e já senti as cordas com uma sonoridade "melhor"... Parece claro que estou sentindo falta da resposta mais dura de uma corda mais tensa. Meus dedos simplesmente têm que aprender a lidar com cordas mais moles...
#6
Postado 12 dezembro 2009 - 03:00
Tópico movido.
Corda só dá pra avaliar depois que você usou pelo menos 2 semanas, ou mais, e trocou por elas estarem velhas. Daí você pode ter uma visão mais geral do desempenho dela. A primeira impressão quase nunca é a que fica, pois as cordas, assim que trocadas, sempre estão frouxas, precisam se tensionar, o nylon precisa ceder, enfim, só vão funcionar depois de um tempo.
Corda só dá pra avaliar depois que você usou pelo menos 2 semanas, ou mais, e trocou por elas estarem velhas. Daí você pode ter uma visão mais geral do desempenho dela. A primeira impressão quase nunca é a que fica, pois as cordas, assim que trocadas, sempre estão frouxas, precisam se tensionar, o nylon precisa ceder, enfim, só vão funcionar depois de um tempo.
Samuel Huh
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
#7
Postado 12 dezembro 2009 - 09:39
Após testar várias marcas, meu violão de cedro ficou melhor com a Savarez corum new cristal tensão alta e o meu violão de abeto ficou melhor com augustine imperial. Agora só vou usar estas!
Zanetti
Zanetti
#8
Postado 12 dezembro 2009 - 10:35
QUOTE(Zanetti @ Dec 12 2009, 10:39 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Após testar várias marcas, meu violão de cedro ficou melhor com a Savarez corum new cristal tensão alta e o meu violão de abeto ficou melhor com augustine imperial. Agora só vou usar estas!
Zanetti
Zanetti
Já vi algumas pessoas com essa idéia (Cedro-savarez/Abeto-Augustine). Para mim não fucionou, deve ser uma questão anterior às cordas, de procurar um ideal sonoro.












