Olá pessoal, estes dias tive a oportunidade de experimentar uma série de violão mais barata de um luthier, o que deixava o violao mais barato é que o fundo e as laterais nao era jacarandá macisso, mas folheados de jacarandá colados um ao outro.
Mesmo assim o violao teve um volume excelente, porem um timbre agressivo.
Queria saber dos mais experientes o que exatamente o violao perde por ser folheado e nao macisso.
Obrigado, um abra!ço
Folheado de jacarandá
Criado por Vivace, 12 Dez 2009 15:18
11 respostas neste tópico
#1
Postado 12 dezembro 2009 - 15:18
#2
Postado 12 dezembro 2009 - 17:27
Perde uma possível durabilidade maior. A Ramirez usa laterais laminadas desde sempre. Eu, pesoalmente, não gosto muito.
#3
Postado 12 dezembro 2009 - 17:31
QUOTE(Ricardo Dias @ Dec 12 2009, 18:27 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Perde uma possível durabilidade maior. A Ramirez usa laterais laminadas desde sempre. Eu, pesoalmente, não gosto muito.
E no som, Ricardo, deve perder alguma coisa, ou não?
#4
Postado 13 dezembro 2009 - 11:12
Depende também de como é esse folheado. Se a lamina foi desdobrada num torno, ou se foi faqueada. Os resultados estruturais são bem diferentes. E também da composição da cola, se fenólica, se uréica, a forma como se fez a prensagem... Enfim, é dificil generalizar. Muitos dos double-tops atualmente, como o Wagner, usam uma laminação de maple ou cipreste por dentro. o século 19, Lacote usava bastante a laminação de fndo e laterais. Os isntruemntos australianos são, em grande parte, com laminação de 7 camadas no fundo, os violões de fábrica baratos usam um compensado, enfim, existem diferentes formas de fazer, com diferentes resultados.
Samuel Huh
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
http://www.guitanda.com contato@guitanda.com
#5
Postado 13 dezembro 2009 - 13:04
O problema é que, seja qual for a laminação, ela vai valer em termos de durabilidade. Em termos de som soa tudo mais ou menos igual, não dá aquela individualização da madeira real. Não por acaso quem mais usa esse tipo de construção é o violão 'canhão" ou os mais planos. Mesmo o Ramirez tem como principal característica a potência (na sua época ele impressionava por isso) e o som mais plano.
#6
Postado 13 dezembro 2009 - 16:58
Ouvi dizer que o Dornelas utilizou a laminação em alguns violões, isso confere. Até toquei em uma de 1982, modelo Ramirez que o antigo dono me dizia que fundo e laterais duplos.
"Saber reconhecer a nossa ignorância é mesmo uma das mais belas e seguras garantias de que não carecemos da faculdade de julgar". Montaigne
#7
Postado 13 dezembro 2009 - 17:47
Olá amigos, obrigado pelas respostas!
Os violões com fundo e laterais laminados são mais sensiveis, mas é muito mais sensivel, a ponto de qualquer "batidinha" marcar ou amassar de leve o violão?
Os violões com fundo e laterais laminados são mais sensiveis, mas é muito mais sensivel, a ponto de qualquer "batidinha" marcar ou amassar de leve o violão?
#8
Postado 13 dezembro 2009 - 17:55
Não necessariamente, depende de como foi feita a laminação.
#9
Postado 15 dezembro 2009 - 21:49
Ricardo, esta questão entao de timbre entre laminado e maciço é variável, um violão bem construido em laminado e o mesmo maciço podem ter timbres bem proximos?
Existe concertistas com violoes laminados? A nivel de curiosidade, pois um violao assim pode ser considerado também um violao profissional, com uma boa construção.
Obrigado.
Existe concertistas com violoes laminados? A nivel de curiosidade, pois um violao assim pode ser considerado também um violao profissional, com uma boa construção.
Obrigado.
#10
Postado 15 dezembro 2009 - 22:45
QUOTE(Mário Sérgio @ Dec 13 2009, 16:58 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Ouvi dizer que o Dornelas utilizou a laminação em alguns violões, isso confere. Até toquei em uma de 1982, modelo Ramirez que o antigo dono me dizia que fundo e laterais duplos.
Mário, troquei a escala de um Dornelas recentemente, e posso lhe dizer, que esse foi feito baseado no Ramirez, sem a barra diagonal:
jacarandá por fora, e ao invés de cipreste, maple por dentro.
O que o diferenciava do Ramirez, era uma travessinha transversal passando por sobre 3 varetas do leque, no lado dos agudos, como alguns Sérgio Abréus!
Talvez o Abreu tenha se inspirado no Dornelas, nesses violões em que usou esse essa barrinha para reforçar os agudos!
Editado por Paulo Marcos, 15 dezembro 2009 - 22:46.











