Olá amigos!
Gostaria de saber quais dos grandes violonistas tem pegada forte e os que não tem.
Muitos de vcs já devem ter visto grandes violonistas ao vivo, porque em uma sala de concerto a coisa é diferente de um cd!
Por favor postem.
Abração!
Violonistas de pegada forte e fraca.
Criado por Teodoro Hums, 28 Dez 2009 18:13
99 respostas neste tópico
#1
Postado 28 dezembro 2009 - 18:13
#2
Postado 28 dezembro 2009 - 20:51
Um deles é moderador aqui do forum...
#3
Postado 28 dezembro 2009 - 20:54
Até onde me dou conta, os grandes têm pegada forte; sem isso fica difícil ter alguma variedade timbrística, de colorido.
#4
Postado 29 dezembro 2009 - 00:23
O segredo do negócio é saber o limite do violão e conseguir um som viril, mas limpo e bonito. Os grandes conseguem unir as duas coisas.
#5
Postado 29 dezembro 2009 - 00:33
Sim, o ANP tem razão, forte não significa estourado!
#6
Postado 29 dezembro 2009 - 03:02
Teodoro Hums
Todos os "grandes" como você citou têm noção do mínimo/máximo onde podem alcançar no instrumento. Eles sabem que tocando muito, mas muito baixo não há condições do público ouvir, por melhor que seja o tratamento acústico da sala de concerto. Mas eles também sabem que tocando muito, mas muito forte, já "distorcendo" o som, a quantidade de ouvintes podem diminuir no próximo concerto, porque não há nada mais incômodo - minha opinião, só - do que alguém massacrando as cordas, e depois dizer que isso é "pegada".
E além da dinâmica, também há os outros fatores como timbre, etc etc etc.
Todos os "grandes" como você citou têm noção do mínimo/máximo onde podem alcançar no instrumento. Eles sabem que tocando muito, mas muito baixo não há condições do público ouvir, por melhor que seja o tratamento acústico da sala de concerto. Mas eles também sabem que tocando muito, mas muito forte, já "distorcendo" o som, a quantidade de ouvintes podem diminuir no próximo concerto, porque não há nada mais incômodo - minha opinião, só - do que alguém massacrando as cordas, e depois dizer que isso é "pegada".
E além da dinâmica, também há os outros fatores como timbre, etc etc etc.
Bem-aventurados os que ouvem com os ouvidos, pois que deles é o reino dos músicos.
#7
Postado 29 dezembro 2009 - 03:21
Dá para tocar muito forte sem ser estourado. Na verdade é uma questão de tratamento sonoro, o que vai além da questão da pegada. O Zanon, por exemplo, têm uma das pegadas mais fortes que já conheci, mas modula o som de modo a ficar bem "macio" para o ouvido.
#8
Postado 29 dezembro 2009 - 08:32
O André disse tudo, usar até o limite do violão, se não passa a ser patada...
#9
Postado 29 dezembro 2009 - 08:54
Acho que o Segóvia tinha a pegada mais forte de todos os tempos, pois tinha dedos muito grossos....O Yamashita nem se fala....
Editado por Zanetti, 29 dezembro 2009 - 08:54.
#10
Postado 29 dezembro 2009 - 10:25
Quem conheceu o Segovia e o ouviu várias vezes de perto e de longe diz que o volume dele não impressionava tanto, que outros tinham mais, mas o som não viajava com tanta definição quanto o dele.
Ao vivo, realmente é difícil dizer sem colocar um violonista do lado do outro, mas quem me impressionou por ter uma pegada muito forte, que parecia que o violão ia explodir, foi o Bream. Ele passava do limite bastante, mas isso era uma coisa associada à tensão de sua técnica e da situação. Mas, dentro do seu melhor, era um som mágico, era muito nítido e volumoso, mas com aquela riqueza que ouvimos nos discos. O disco da 2a gravação do Nocturnal me parece o mais próximo do som dele ao vivo, nos últimos anos, pelo menos.
Tirando ele, o Sérgio Abreu, quando tocava, tinha uma estilingada muito forte. Para o gosto de hoje, talvez fosse até um pouco explosivo demais.
O Williams tem uma pegada forte, mas muito natural e relaxada. O Pepe Romero - e o Angel - têm um som de palco realmente divino.
Eu infelizmente passo do limite mais do que deveria, mas é a coisa de sempre, cada um reage de um jeito diferente à tensão, ao nervosismo, etc. A minha maneira de demonstrar descontrole é passar um pouco do limite do violão.
Hoje em dia, parece uma grande heresia deixar uma notinha sequer com o som um pouco zumbido, entao há uma vasta maioria de violonistas que parece que se contentam em tocar só metade do violão. A gente vai aos festivais de violão e é todo mundo tocando com microfone sem a menor necessidade, uma coisa bem irritante. Parece até que desenvolver um som pleno, de concertista, deixou de ser uma prioridade técnica e musical.
Acho que tem a ver com os modelos de uma certa geração. O pessoal que hoje está na faixa dos 70 anos, ou perto, como o Ghiglia, o Alírio, o Turíbio, o Ragossnig, o Alberto Ponce, o Pepe, etc. podiam não ter nem uma grande patada nem um som distintivo, mas ouvi todos eles em concerto e era o que é pra ser: um som que se escuta num teatro sem esforço, que projeta de um jeito aberto como um bom cantor. Da geração que hoje está na faixa dos 50, o David Russell é o que tem um som característico. Ele tem essa coisa de tocar bem fundo na corda, produzindo um som cheio, mas sem tensão, sempre mantendo a limpeza, é um som muito puro e que se escuta também sem nenhum esforço. O Álvaro Pierri é assim também, apesar de dar a impressão de maior delicadeza. Mas tem muita gente cujo som já não tem mais essa prioridade. O Barrueco, que tinha uma linda pegada quando era mais jovem, hoje dá a impressão de cautela excessiva, por exemplo.
Ao vivo, realmente é difícil dizer sem colocar um violonista do lado do outro, mas quem me impressionou por ter uma pegada muito forte, que parecia que o violão ia explodir, foi o Bream. Ele passava do limite bastante, mas isso era uma coisa associada à tensão de sua técnica e da situação. Mas, dentro do seu melhor, era um som mágico, era muito nítido e volumoso, mas com aquela riqueza que ouvimos nos discos. O disco da 2a gravação do Nocturnal me parece o mais próximo do som dele ao vivo, nos últimos anos, pelo menos.
Tirando ele, o Sérgio Abreu, quando tocava, tinha uma estilingada muito forte. Para o gosto de hoje, talvez fosse até um pouco explosivo demais.
O Williams tem uma pegada forte, mas muito natural e relaxada. O Pepe Romero - e o Angel - têm um som de palco realmente divino.
Eu infelizmente passo do limite mais do que deveria, mas é a coisa de sempre, cada um reage de um jeito diferente à tensão, ao nervosismo, etc. A minha maneira de demonstrar descontrole é passar um pouco do limite do violão.
Hoje em dia, parece uma grande heresia deixar uma notinha sequer com o som um pouco zumbido, entao há uma vasta maioria de violonistas que parece que se contentam em tocar só metade do violão. A gente vai aos festivais de violão e é todo mundo tocando com microfone sem a menor necessidade, uma coisa bem irritante. Parece até que desenvolver um som pleno, de concertista, deixou de ser uma prioridade técnica e musical.
Acho que tem a ver com os modelos de uma certa geração. O pessoal que hoje está na faixa dos 70 anos, ou perto, como o Ghiglia, o Alírio, o Turíbio, o Ragossnig, o Alberto Ponce, o Pepe, etc. podiam não ter nem uma grande patada nem um som distintivo, mas ouvi todos eles em concerto e era o que é pra ser: um som que se escuta num teatro sem esforço, que projeta de um jeito aberto como um bom cantor. Da geração que hoje está na faixa dos 50, o David Russell é o que tem um som característico. Ele tem essa coisa de tocar bem fundo na corda, produzindo um som cheio, mas sem tensão, sempre mantendo a limpeza, é um som muito puro e que se escuta também sem nenhum esforço. O Álvaro Pierri é assim também, apesar de dar a impressão de maior delicadeza. Mas tem muita gente cujo som já não tem mais essa prioridade. O Barrueco, que tinha uma linda pegada quando era mais jovem, hoje dá a impressão de cautela excessiva, por exemplo.












