Prezados colegas de fórum,
Recentemente, achei um violino que foi da minha avó.
É um violino 3/4, alemão, de fábrica, com aproximadamente 100 anos. O estado de conservação dele é apenas razoável.
Conversei com algumas pessoas que disseram que por ser um instrumento 3/4 o valor comercial dele acaba sendo baixo, já que é um instrumento que uma criança utiliza por um período de no máximo dois anos.
Além disso, não tenho intenção de usar o instrumento.
Como o tampo do instrumento é de abeto, fiquei curioso em saber se ele poderia ser aproveitado na contrução de leque harmônico de violão.
Alguém saberia dizer?
Desde já agradeço!
Tampo de violino
Criado por aricardo, 15 Jul 2010 15:02
16 respostas neste tópico
#1
Postado 15 julho 2010 - 15:02
#2
Postado 15 julho 2010 - 17:02
não o tampo de um violino é muito fino, para leque a madeira deve ter no minimo uns 6mm de espessura para barra harmonica ainda mais. ms não distrua o violino, um violino 3/4 realmente não é facil de vender, mas com certeza algum dia uma criança ira precisar dele, senão na sua familia em alguma outra. eu como luthier acredito que um instrumento é algo vivo e tem uma tragetoria historia as vezes mais importante que uma ser humano. pense em quantas mão esse instrumento ja cantou, e agora chegou até vc, qual será a proxima jornada de sua vida.
Wolf Schmidt.
professor e luthier.
professor e luthier.
#3
Postado 15 julho 2010 - 17:27
Assino embaixo do Wolf. Não se trata um instrumento assim!!!!
#4
Postado 16 julho 2010 - 10:14
Também concordo com vocês, mas o problema é que ele o estado de conservação dele já não é muito bom...
Qualquer pessoa que recebesse o instrumento teria que gastar mais do que ele vale para consertá-lo.
Mais até do que gastaria para comprar um novo.
Por isso tentei achar uma outra maneira de aproveitá-lo, caso ele pudesse se recriar em um outro instrumento.
Qualquer pessoa que recebesse o instrumento teria que gastar mais do que ele vale para consertá-lo.
Mais até do que gastaria para comprar um novo.
Por isso tentei achar uma outra maneira de aproveitá-lo, caso ele pudesse se recriar em um outro instrumento.
#5
Postado 16 julho 2010 - 12:43
de onde vc é? eu tenho experiencia em reforma de violinos, talves eu possa salva-lo.
abraço.
abraço.
Wolf Schmidt.
professor e luthier.
professor e luthier.
#6
Postado 16 julho 2010 - 12:46
Ou pendure na parede. É um negócio bonito, e assim ele "morre" com alguma dignidade...
#7
Postado 16 julho 2010 - 12:51
lentamente, mas morre...
Melhor usar num outros instrumento, dai ele renasce (rs).
Melhor usar num outros instrumento, dai ele renasce (rs).
#8
Postado 16 julho 2010 - 13:12
Negativo, é um uso pouco nobre. Transplante é legal em gente, em instrumentos só quando destroçou tudo do doador...
#9
Postado 16 julho 2010 - 14:12
"de onde vc é?"
Sou do RJ, Wolf.
Agradeço pela sua atenção!
E pelas respostas de todos os demais colegas!
Espero não ter ficado com a pecha de inimigo dos violinos... rs
Sou do RJ, Wolf.
Agradeço pela sua atenção!
E pelas respostas de todos os demais colegas!
Espero não ter ficado com a pecha de inimigo dos violinos... rs
#10
Postado 16 julho 2010 - 21:43
O valor de um instrumento musical é, entre outras coisas,subjetivo, e ultrapassa a avaliação em unidades monetárias. Só o fato de ser centenário já lhe confere uma espécie de imunidade. O serviço que ele pode prestar é incalculável.
Em 1965 eu estudei para o vestibular num livro de física (Sears & Zemanski) que me foi passado por uma pessoa que havia sido aprovada em ano anterior. Quando chegou às minhas mãos, já havia contribuido para 3 aprovações em vestibular. Depois de aprovado, o repassei a outro vestibulando, e acompanhei a trajetória do livro por mais 4 anos. A relevancia disto se revela em lembrar 45 anos depois. Imagino o violino passando de criança a criança.
Em 1965 eu estudei para o vestibular num livro de física (Sears & Zemanski) que me foi passado por uma pessoa que havia sido aprovada em ano anterior. Quando chegou às minhas mãos, já havia contribuido para 3 aprovações em vestibular. Depois de aprovado, o repassei a outro vestibulando, e acompanhei a trajetória do livro por mais 4 anos. A relevancia disto se revela em lembrar 45 anos depois. Imagino o violino passando de criança a criança.
Senescendo et addiscendo












