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Italiano Zanon?


17 respostas neste tópico

#1 Bicalho

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Postado 25 julho 2010 - 16:00

Daniele Lazzari, classical guitarist.
Ele tem um blog.
Falando do festival de Balatonfüred (q vc sabe é logo ali atrás do morro), ele disse:

I had the opportunity to have a lesson from Fabio Zanon on the Choros n.1 by Heitor Villa-Lobos: I thank him for giving me so many interesting stimuli to refine my interpretation.

Legal, né, masterclass com Zanon sobre o Choros!

Agora, the classical guitarrist comenta:

there was an abundant participation of Italian guests: four luthiers and Paolo Pegoraro, guitarist. The Italian performers were two if you consider that Fabio Zanon is Brazilian-born but his grandfather was native of Padua in Italy. Three italian performers considering myself

Que sacrilégio, ele considerou Zanon mais italiano do que brasileiro! Que tal p/ vcs?
Fina pessoa Daniele, se for assim na base do avô não vai ter brasileiro q sobre por aqui...rsrs..






corrigi itálico

Editado por Bicalho, 25 julho 2010 - 23:55.


#2 FZanon

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Postado 25 julho 2010 - 22:05

Eu até tenho dupla nacionalidade, mas nunca me coloquei como italiano, pois nunca sequer morei na Itáiia e italiano nem é meu 2o idioma. Há um hábito entre músicos sul-americanos de colocar na biografia ´o regente brasileiro de família de judeus austríacos´ ou ´o pianista chileno de família húngara´ etc. Eu acho isso ridículo, parece que um sul-americano não tem cachê para ter destaque na música clássica e precisa colocar sua musicalidade na genética, quando, na verdade, pela nossa cultura mista, nós somos, em teoria, mais qualificados para a atividade.

#3 Bicalho

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Postado 26 julho 2010 - 00:12

Acho q com esse post cabe dizer q é fácil faltar palavras pra demostrar nossa admiração pelo Fabio.
Mas cabe lembrar q em quase todo post aqui, e certamente em todos mais importantes, já há muitos anos, a gente depara com a incansável disponibilidade de seu hercúleo conhecimento musical q parece transbordar pra todo lado, disponibilidade essa q vem atracada com uma elegância q já deve estar perena nas núvens.
Tenho certeza de q os colegas não iriam economizar adjetivos como eu.
Eu não sei se tenho direito em dizer sentir, como brasileiro, orgulho numa hora dessas, mas certamente é esse o sentimento q aparece.
Talvez o post fique por aqui mesmo, mas pronto falei.

#4 eloviolao

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Postado 26 julho 2010 - 10:22

Eu conheço bem esse tipo de situaçoes! Nasci na Venezuela, a minha mae é boliviana, meu pae é frances, e moro no Brasil... As pessoas que nao me conhecem pessoalmente, nunca sabem o que que eu sou realmente...

#5 FZanon

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Postado 26 julho 2010 - 11:12

E isso é, cada vez mais, a realidade do mundo. A gente, como artistas, tem de contribuir para demolir as fronteiras. Imagina a Elodie ficar jogando com a origem da mãe para posar de autoridade em música latino-americana, seria bem engraçado.
Não vejo nada demais na minha atitude. Na minha publicidade, fica claro que sou brasileiro e qualquer um pode ver que meu sobrenome é veneto. Sou grato à Itália por me ter concedido a nacionalidade e parte de minha bagagem cultural. Meu período formativo foi no Brasil e fiz minha vida profissional na Inglaterra. O Brasil pode não ser o lugar mais óbvio para se aprender música clássica européia, mas digamos que nascer aqui facilita bem mais que nascer em Honduras ou no Afeganistão. Não vejo razão para usar isso para ratificar minhas aptidões, isso é jogar o jogo da crítica mais barata.
Uma das maiores intérpretes de Mozart e Schubert hoje é Mitsuko Uchida, japonesa. MAs daí a critica germânica tem sempre de dizer que ela estudou em Viena, para justificar. Se fosse por aí, todos os pianistas austríacos tocariam tão bem quanto ela, e a multidão de japoneses e coreanos que estudam na Áustria idem.
O Barenboim, israeli nascido nas Argentina, diz que a posição dele é privilegiada, porque não tem de ser referendada pelas particularidades de cultura musical da França, Alemanha e Italia, que tendem a inibir a versatilidade do músico.

#6 Milton Costa

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Postado 26 julho 2010 - 13:10

QUOTE(eloviolao @ Jul 26 2010, 10:22 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Eu conheço bem esse tipo de situaçoes! Nasci na Venezuela, a minha mae é boliviana, meu pae é frances, e moro no Brasil... As pessoas que nao me conhecem pessoalmente, nunca sabem o que que eu sou realmente...



É simples Elodie; nasceu na Venezuela , é venezuelana, nasceu no Brasil é brasileiro, nasceu no Afganistão é afegão, o resto é papo furado.


#7 Ricardo Dias

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Postado 26 julho 2010 - 13:13

Será?
Ricardo Dias
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#8 Caio B.

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Postado 26 julho 2010 - 13:22

Bom, pra mim a Clarice Lispector é brasileira, e não ucraniana. Acho que a pessoa é aquilo que a cultura dela dá como referência. Tem pessoas que nascem em um país e só conseguem criar identidade como cidadãos em outro país. É igual a um paulista que vem ao RJ e se sente mais a vontade aqui, ou um carioca que vai a São Paulo e se sente mais a vontade lá. Sentir que a sua cultura, no caso, se identifica com aquele outro lugar.

Editado por Caio B., 26 julho 2010 - 13:23.


#9 Zanetti

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Postado 26 julho 2010 - 13:50

QUOTE(FZanon @ Jul 26 2010, 11:12 AM) <{POST_SNAPBACK}>
E isso é, cada vez mais, a realidade do mundo. A gente, como artistas, tem de contribuir para demolir as fronteiras. Imagina a Elodie ficar jogando com a origem da mãe para posar de autoridade em música latino-americana, seria bem engraçado.
Não vejo nada demais na minha atitude. Na minha publicidade, fica claro que sou brasileiro e qualquer um pode ver que meu sobrenome é veneto. Sou grato à Itália por me ter concedido a nacionalidade e parte de minha bagagem cultural. Meu período formativo foi no Brasil e fiz minha vida profissional na Inglaterra. O Brasil pode não ser o lugar mais óbvio para se aprender música clássica européia, mas digamos que nascer aqui facilita bem mais que nascer em Honduras ou no Afeganistão. Não vejo razão para usar isso para ratificar minhas aptidões, isso é jogar o jogo da crítica mais barata.
Uma das maiores intérpretes de Mozart e Schubert hoje é Mitsuko Uchida, japonesa. MAs daí a critica germânica tem sempre de dizer que ela estudou em Viena, para justificar. Se fosse por aí, todos os pianistas austríacos tocariam tão bem quanto ela, e a multidão de japoneses e coreanos que estudam na Áustria idem.
O Barenboim, israeli nascido nas Argentina, diz que a posição dele é privilegiada, porque não tem de ser referendada pelas particularidades de cultura musical da França, Alemanha e Italia, que tendem a inibir a versatilidade do músico.


Também tenho esta dupla-cidadania, mas a fiz pensando em meu filho, que terá mais facilidades para estudar na Europa, se ele quiser... Eu até falo bem italiano, mas me considero um brasileiro nato e gosto muito de nossa cultura musical , principalmente dos nossos compositores violonisticos como Belinatti, Garoto, Canhoto, Villa, jaime Zenamon ( se bem que este é boliviano, mas mora no PR )..etc...
Imaginem vocês então o que dizer de Barros Mangoré, que era do PARAGUAI...O que falariam dele se estivesse vivo !

#10 eloviolao

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Postado 26 julho 2010 - 14:25





É simples Elodie; nasceu na Venezuela , é venezuelana, nasceu no Brasil é brasileiro, nasceu no Afganistão é afegão, o resto é papo furado.
[/quote]
[/quote]

Ué, mas eu fiquei só 6 meses na Venezuela e nunca mais voltei!! Morei 3 anos na Bolivia, 3 anos no Brasil e mais de 20 na França, entao a ultima coisa que me sinto é Venezuelana...!!

Editado por eloviolao, 26 julho 2010 - 14:28.