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Correção na colagem do cavalete


16 respostas neste tópico

#1 kbuchi

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Postado 28 julho 2010 - 21:13

Pessoal,

No blog do Luthier Eduardo Cordeiro, ele fala do problema da afinação do Violão e afirma:

"A fim de minimizar as alterações na afinação, devido ao percurso que a corda descreve até atingir os trastes, é comum utilizar-se uma pequena correção na colagem do cavalete, aumentando cerca de 1mm o comprimento da primeira corda e 2mm da sexta, fazendo com que o rastilho fique inclinado, em razão da diferença de espessura das cordas."

Gostaria de conhecer a opinião dos Luthieres e especialistas no assunto sobre essa correção...
- Até que ponto ela pode influir na qualidade do instrumento?
- Quem usa?
- Quem não usa e por quê não?
- Etc..

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Carlos Augusto

#2 Guilherme Jun

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Postado 28 julho 2010 - 21:26

O principal argumento que ouço é que dependendo do ângulo que se olha o violão, fica feio.
É que dá também pra entortar só o ângulo do osso no cavalete ou até lixá-lo torto (caso do meu violão).
Guilherme J. F.

#3 Ricardo Dias

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Postado 28 julho 2010 - 22:18

Acho que essa decisão cabe ao luthier e apenas a ele. Ao violonista cabe checar a afinação. Afina? Compre. Não afina? Não compre. É o tipo da discussão que não acrescenta nada ao violonista, é absoluta e eminentemente técnica.
Ricardo Dias
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#4 kbuchi

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Postado 28 julho 2010 - 23:44

Ricardo,

Estou pretendendo iniciar o aprendizado do ofício da Lutheria.
Comecei a estudar e pesquisar sobre o assunto.
Portanto, faço a pergunta como futuro aprendiz de Lutheria e não como aprendiz de Violonista.

Mas se o assunto não vai acrescentar nada, favor deletar o tópico... thumbsup.gif
Carlos Augusto

#5 Ricardo Dias

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Postado 29 julho 2010 - 00:40

De fato não acrescenta a violonista nenhum, apenas aumenta a área onde pouco conhecimento é pior que nenhum. Falando para um futuro luthier, eu digo o que dizia aos meus alunos: é um dos poucos casos onde não tenho opinião teórica formada. Eu uso compensação embutida, pois estou convencido que é a melhor forma, mas não discuto com quem quiser me dizer o contrário, pois no fim das contas praticamente todos afinam. Os que não afinam não acontece por escolha errada de método, mas por incompetência mesmo...
Ricardo Dias
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#6 kbuchi

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Postado 29 julho 2010 - 00:53

Compensação embutida!!!?

Esse termo eu não conhecia....ou melhor, não conheço....

Se der pra traduzir, agradeço...
Carlos Augusto

#7 Ricardo Dias

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Postado 29 julho 2010 - 01:10

Usa-se uma constante para calcular o espaço entre os trastes. Esta constante, raiz 12ª de 2, é aproximadamente 1,059463. Usando-se este padrão, usualmente se desloca o cavalete 1 ou 2 mm para trás, ou então se entorta o rastilho, 1 mm na 1ª corda, 2 na 6ª, ou como no exemplo postado em outro tópico. Mas eventualmente se inclui esta compensação no comprimento de corda, de forma a que esta compensação fique embutida. Kbuchi, ,\corre atrás de literatura pois esta explicação que te dei é muito básica, não dá para ser mais explícito aqui e este assunto é fundamental.
Ricardo Dias
Luthier
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#8 kbuchi

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Postado 29 julho 2010 - 01:21

Valeu...Obrigado! worshippy.gif

Já estou adquirindo literatura especializada...
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Carlos Augusto

#9 Roberto Portes

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Postado 24 agosto 2010 - 17:26

QUOTE(Ricardo Dias @ Jul 29 2010, 00:40 AM) <{POST_SNAPBACK}>
De fato não acrescenta a violonista nenhum, apenas aumenta a área onde pouco conhecimento é pior que nenhum. Falando para um futuro luthier, eu digo o que dizia aos meus alunos: é um dos poucos casos onde não tenho opinião teórica formada. Eu uso compensação embutida, pois estou convencido que é a melhor forma, mas não discuto com quem quiser me dizer o contrário, pois no fim das contas praticamente todos afinam. Os que não afinam não acontece por escolha errada de método, mas por incompetência mesmo...


Ricardo,poderia me explicar o por que que você está convecido que a compensação embutida é a melhor forma?
Outra pergunta sobre os cavaletes:
O angulo que a corda forma na saida do furo de passagem em direção ao rastilho altera alguma coisa?Tensão? timbre? ou seja quanto mais próximo o rastilho desta saída da corda o angulo é maior... influi alguma coisa?
A caminho do meu primeiro instrumento perfeito.
http://robertoportes...r.blogspot.com/

#10 Ricardo Dias

    O Sereno

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Postado 24 agosto 2010 - 17:30

Oi, Roberto;
pela minha prática ela resiste melhor a variações na escala, a cordas exóticas, etc. Mas é apenas minha prática, não teria nenhuma fundamentação teórica para justificar isso. Quanto à saída da corda do rastilho, quanto mais baixo melhor, pois facilita em caso de ter que baixar drasticamente o osso por conta de problemas na escala. Mas apenas por isso, e essa é a única vantagem que há na furação dupla: a corda vem mais de baixo, dá para negociar mais a altura do osso.
Ricardo Dias
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